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Morte de grávida e trigêmeos repercute no país

Gisele era casada e mãe de um rapaz de 18 anos e uma garota de 14.
25 de fevereiro de 2018
Gisele teve parada cardíaca e morreu depois de participar do chá de bebê
A morte de Giseli Cristina Sanches, de 39 anos, que estava no sétimo mês de gestação de três filhos que também morreram, no início da semana, repercutiu em todo o país e ainda continua provocando dúvidas sobre como tudo aconteceu. Gisele era casada e mãe de um rapaz de 18 anos e uma garota de 14.
Giseli morreu na noite de domingo, dia 18 de fevereiro, quando passou mal, depois do chá de bebê. Ela estava em uma ambulância do Samu, sendo conduzida para a Santa Casa, onde chegou já sem vida, depois de sofrer uma parada cardíaca.    
O primeiro bebê morreu também no domingo à noite, durante o parto de emergência. Apesar de todo esforço dos médicos da Santa Casa, os outros dois também não resistiram e acabaram morrendo na terça-feira, um pela manhã e outro à tarde.

ACOMPANHAMENTO MÉDICO
De acordo com informações fornecidas pela família ao portal de notícias G1, da Rede Globo, até o quinto mês de gestação Giseli tinha uma gravidez normal, sem complicações. Mas, por conta da idade e por estar grávida de trigêmeos, a gestação, natural, sempre foi considerada de risco, e por isso ela fazia acompanhamento pré-natal no Hospital de Base, em São José do Rio Preto.
Os familiares disseram que a mulher passou por consulta na última quinta-feira no HB e por conta dos inchaços, acharam que ela iria ser internada. Mas o médico não pediu a internação e a liberou para ir para casa. Segundo o G1, a família alega negligência do HB, por não ter internado Giseli naquele dia e informou que a autópsia da vítima resultou em embolia pulmonar.
Em nota, o Hospital de Base de Rio Preto lamentou a morte da paciente e disse que não recebeu por parte dos familiares nenhuma manifestação sobre o atendimento prestado pela instituição à gestante. O hospital disse ainda que “sobre o atendimento e demais informações sobre a paciente, estas não podem ser divulgadas para não infringir o sigilo médico e em respeito à privacidade da paciente”.