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Morte de criança agredida em Aspásia ainda é investigada

O delegado disse que a jovem ficou em cárcere privado das 14 às 18 horas, até o rapaz consentir que ela chamasse a ambulância.
28 de janeiro de 2018
O agressor foi preso e conduzido para uma cadeia da região
A polícia ainda está investigando e fazendo os exames de perícia necessários para saber se houve estupro no caso da criança de um ano e seis meses que morreu na Santa Casa de Jales no dia 24 de janeiro, quarta-feira, depois de ser agredida no dia anterior pelo padrasto, de 24 anos, em Aspásia.
O chefe de Delegacia de Investigações Gerais de Jales, Sebastião Biazi, informou que por volta das 14 horas de terça-feira, a mãe, de 18 anos, saiu para ir até o CRAS de Aspásia para transferir seu benefício da Bolsa Família de Campinas para aquela cidade, onde mora sua avó. 
Quando retornou, segundo disse à polícia, viu que a criança não estava passando bem e tentou questionar o rapaz que imediatamente passou a  ameaçá-la com um revólver, dizendo que ia matar ela e a criança, caso procurasse ajuda.

SEM SOCORRO
O delegado disse que a jovem ficou em cárcere privado das 14 às 18 horas, até o rapaz consentir que ela chamasse a ambulância, mas teria que dizer que a criança tinha caído da pia. A criança foi conduzida à UPA de Jales quando foram constatadas lesões e a mesma foi transferida para a Santa Casa. À noite ela teve que passar por uma cirurgia quando ficou evidenciado que os ferimentos não poderiam ter sido causados por uma queda. 
A Santa Casa comunicou o fato ao Conselho Tutelar que avisou a polícia que foi até o hospital onde a criança já havia passado por algumas paradas cardíacas. O rapaz foi detido e na sua residência foi encontrada a arma, com a numeração riscada, escondida no forro. A criança morreu por volta das 5 horas da manhã do dia seguinte.

ANTECEDENTE
O delegado disse que na quarta-feira a polícia recebeu algumas fotos de Campinas, onde o casal residia com a criança, com data de cinco de janeiro. A mulher informou que eles fugiram de Campinas no dia 9 de janeiro, depois da criança ter sido agredida quatro dias antes, junto com a mulher.
O corpo da criança foi levado para Campinas para onde também foi sua mãe. O delegado informou ainda que o agressor já tinha passagens pela polícia em Campinas, por roubo e tráfico de drogas.