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Missão Rússia: os 23 premiados

por Lucas Rossafa
13 de maio de 2018
Lucas Colombo Rossafa
O técnico Tite define, nesta segunda-feira, dia 14, os convocados da Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo. Embora o trabalho tenha sido iniciado em junho de 2016, todo o planejamento será colocado em prática a partir de agora, depois de classificação tranquila nas Eliminatórias Sul-Americanas.
A lesão de Daniel Alves é o principal dos problemas desde que assumiu o cargo técnico. Afinal, o lateral-direito é o papa-títulos do futebol atual (38) e o período de recuperação, após problema no ligamento cruzado anterior do joelho direito, não será suficiente para devolvê-lo aos gramados em tempo. Antes de se pensar nos substitutos, é obrigatório entender a função do camisa 2 no esquema tático. É titular incontestável e um dos capitães do professor.
Além da experiência, sua importância em campo não pode ser ignorada. O atleta ataca como um meia habilidoso e marca como típico defensor, com classe e posicionamento invejáveis. O lateral tem bom alinhamento com o sistema defensivo, fecha o espaço na entrada da área e dificilmente é superado por um atacante. Resumindo, é o melhor nome da posição no futebol mundial, sem ninguém no retrovisor.
Com Daniel fora, Fagner, Danilo e Rafinha brigam por duas vagas. Os dois primeiros são os principais favoritos, mas nenhum consegue desempenhar a função do titular com metade da eficiência. Se o lado direito preocupa, Marcelo, na canhota, é sinônimo de segurança e traz certo alívio.
A responsabilidade de Tite, porém, vai muito além de sanar as incertezas. Selecionar peças que constituam um plantel qualificado, heterogêneo e competitivo são pré-requisitos obrigatórios. O jovem meia Arthur, comprado pelo Barcelona, pede passagem e merece ser lembrado. Apesar da baixa da idade (21), tem bola suficiente para suportar pressão e comprovar ainda mais o seu valor. O atacante Luan, também do Grêmio, infelizmente não deve ser lembrado.
Nas próximas horas, Tite começa a desenhar o sonho do hexacampeonato mundial. Que haja bom senso, meritocracia e, acima de tudo, espírito crítico. É bom lembrar que nem sempre os jogadores mais talentosos vão à Copa, mas sim aqueles que se encontram na melhor forma técnica, tática, física e psicológica sob ótica da comissão técnica.
Os 23 tripulantes já estão escolhidos para embarcar rumo ao sonho. Que essa viagem seja encerrada apenas em 15 de julho. Caso o retorno aconteça com antecedência, só haverá pesadelos e frustrações.

Lucas Colombo Rossafa
(jalesense, aluno do 4°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 
Twitter @lucas_rossafa