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MERECE ser devidamente considerado não só pela administração municipal, mas por possíveis investidores, o projeto de revitalização dá área da antiga Fepasa...

Contexto
20 de maio de 2018
MERECE
ser devidamente considerado não só pela administração municipal, mas por possíveis investidores, o projeto de revitalização dá área da antiga Fepasa, com seus galpões e estação, desenvolvido pela arquiteta Isabela de Lima Rossafa, apresentado ao prefeito Flávio Prandi Franco (ver matéria nesta edição).

A UTILIZAÇÃO
dos prédios já existentes, com suas formas arquitetônicas e construções sólidas, remetendo para a história, no tempo em que o trem era o nosso principal meio de transporte para outras cidades, também chama a atenção, pela sua riqueza estética em contraste com outra área proposta que precisaria ser construída, com linhas modernas, dando o necessário toque de contemporaneidade ao projeto como um todo.

APESAR
de centenas de cidades terem a estrada de ferro desativada cortando sua área urbana, não se tem notícia de um projeto como esse de restauração das antigas estações e galpões, pois alguns poucos foram recuperados de forma bem mais modesta, enquanto muitos outros continuam abandonados e cada vez mais deteriorados. 

ACONTECE
que uma das propostas mais importantes do projeto da arquiteta jalesense que é levar o Comboio para o galpão da Fepasa deverá ter dificuldades, pois a resistência dos feirantes em deixar o modo de vender seus produtos como feira livre sempre encontra muita adesão quando se fala em transformar aquele espaço do produtor em mercado.

OS ARGUMENTOS
vão desde as dificuldades em ter que contratar funcionários para abrir durante toda a semana enquanto eles cuidam da produção, até o movimento que consideram fraco para justificar o pagamento pelo uso de espaços e despesas de condomínio para a manutenção de toda uma estrutura que  consideram desnecessária. 

ESSA
é uma das questões que precisam ser avaliadas, mas pode-se pensar em alternativas buscando formas de viabilizar a execução de um projeto dessa dimensão que tanto pode ser financiado com recursos oficiais de setores como o do turismo, por exemplo, quanto pela iniciativa privada, através de projetos individuais de empresários que queiram explorar aquele espaço para ampliar ou diversificar seus negócios, sem descaracterizar o projeto original.

O QUE
não pode é largar no papel um projeto como esse, enquanto aquela imensa área bem no centro da cidade permanece abandonada, contribuindo para a proliferação de insetos e decadência urbana, enquanto a população e os visitantes continuam aguardando um local de laser e consumo como o proposto por Isabela. (Luiz Ramires)