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MEMÓRIA – O ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro Moreira Franco, presos quinta-feira, dia 21, por decisão do juiz federal Marcelo Bretas, que cuida da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, estiveram em Jales pela última vez no dia 31 de agosto de 2014.

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25 de março de 2019
Michel Temer, preso quinta-feira, dia 27, em Jales, em 2014, então vice de Dilma, defendeu universidade federal na cidade
MEMÓRIA – O ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro Moreira Franco, presos quinta-feira, dia 21, por decisão do juiz federal Marcelo Bretas, que cuida da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, estiveram em Jales pela última vez no dia 31 de agosto de 2014. Temer, vice-presidente da República e candidato à reeleição, articulou encontro político do MDB com a participação de lideranças regionais e estaduais em favor da chapa cuja titular era Dilma Rousseff (PT).  

MEMÓRIA (2)- O encontro, como já tinha acontecido em 2010, foi realizado no Jales Clube. Só que, em 2014, a condição imposta pelo presidente do clube, Clóvis Pereira para ceder o local, era conseguir uma audiência com a presidente Dilma Rousseff para lhe entregar um documento pelo qual a diretoria da agremiação se dispunha a doar a área que fosse necessário para que o governo instalasse o campus de uma universidade federal. 

MEMÓRIA (3) – O diretor deste jornal, também por exigência de Clóvis, que estava acompanhado de sua esposa Dirce, testemunhou o encontro com a então presidente. Justiça seja feita: durante a audiência, Temer, que já conhecia o documento, interveio várias vezes na conversa entre as partes para tentar fazer Dilma entender a abrangência do projeto de Clóvis, lembrando que, se instalada, uma universidade federal serviria não somente a Jales mas a alunos de estados limítrofes. 

MEMÓRIA (4) – Dilma ouviu tudo, folheou rapidamente o documento e entregou-o à sua ajudante de ordens, uma capitão do Exército. Depois disso, exceto um parecer favorável do deputado federal Vicentinho (PT) em uma das comissões da Câmara Federal, nunca mais se falou no assunto em Brasília. 

CONSOLAÇÃO- Jalesenses de raiz sempre preocupados com a imagem da cidade ficaram algo incomodados quando o delegado federal Cristiano Pádua da Silva, em julho do ano passado, deflagrou a Operação Farra no Tesouro, para apurar desvios cometidos ao longo de 10 anos por Érica Carpi, tesoureira da Prefeitura naquele período, e declarou à imprensa que “a Prefeitura de Jales é uma bagunça”. Mas, tais bairristas no bom sentido podem se conformar. Segundo noticiou o jornal O Globo, Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, em encontro com servidores municipais dias atrás, foi muito além ao se referir ao caos que reina na cidade que administra. Embora seja bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Crivella deixou a liturgia do cargo de lado e cravou no popular: “a cidade do Rio de Janeiro é uma esculhambação”. A fala do prefeito carioca, gravada em celulares, foi reproduzida por redes nacionais de televisão e viralizou na internet.

PROVA DE FOGO – Escolhida por lideranças de vários partidos, coube à deputada estadual Analice Fernandes (PSDB), mais votada em Jales em 2002, 2006, 2010 e 2014 e vice-campeã em 2018, uma missão das mais delicadas no dia 15 de março: presidir a sessão de posse dos deputados eleitos e a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa. De um lado, Cauê Macris (PSDB), que pleiteava a reeleição. De outro, a recém-eleita Janaina Paschoal (PSL), que teve mais de 2 milhões de votos na eleição do ano passado.

BARRACO – Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a sessão foi marcada por um clima de tensão desde o início, não faltando inclusive empurra-empurra e ameaças de desforço físico.  A discussão começou quando o deputado Gil Diniz, líder do PSL, questionou a legalidade da candidatura de Cauê à reeleição, esgrimindo artigo da Constituição Estadual. Janaina, que é professora no curso de Direito da USP, diretamente interessada, reforçou a investida de Diniz.

ÁGUA NA VEIA – Analice, com a experiência de quatro mandatos e iniciando o quinto, aguentou a pressão e respondeu: “essa questão já está superada”, referindo-se ao indeferimento na noite interior de mandado de segurança interposto pelo PSL na justiça. Como houvesse insistência do líder do PSL, a jalesense Analice, com calma, liquidou a conversa com uma única frase: “Qualquer reclamação é lá no Judiciário”. E iniciou o processo de votação. Goleada de Cauê sobre Janaina por 70 a 16. Daniel José (Novo) e Mônica Seixas (PSOL), tiveram  quatro votos cada um.

DINASTIA – Com a reeleição de Cauê Macris, o PSDB mantém o controle da Assembleia há 24 anos. Os tucanos só perderam uma vez. Em 2005, Rodrigo Garcia (DEM), deputado federal mais votado em Jales nas últimas eleições, venceu Edson Aparecido (PSDB) por dois votos de diferença. Detalhe: naquela eleição Rodrigo conquistou a presidência da Assembleia com o apoio integral da bancada do PT.

OPERAÇÃO RETORNO- “A gente sai de Jales, mas Jales não sai da gente”. Esta frase tem tudo a ver com Roberto Gonçalves, autor do livro “A Jales que vivi-1949/1968”. Sociólogo, psicanalista, historiador, cientista político e escritor, Roberto aniversaria no dia 27 de março. E vai comemorar a nova data em seu ninho. Ele, que morou 35 anos em São José dos Campos, comprou um apartamento no Edifício Murano, onde vai viver com a esposa Regina.