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Mediocridade Social

por Caroline Guzzo
11 de dezembro de 2017
Caroline Guzzo (é jornalista)
As redes sociais deram vozes a milhares de brasileiros, que falam o que querem sem saber sobre o assunto, agem instantaneamente em publicações consideradas polêmicas e assim armam o circo, digamos que acontece o efeito “manada” ou “Maria vai com as outras”, as pessoas acabam concordando com os outros, se expressam sem ter o mínimo de conhecimento ou sem averiguar a veracidade dos fatos. 
Citando alguns exemplos de episódios recentes vamos expor o caso da ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, aquela que por infelicidade de um discurso revelou a escravidão no seu trabalho e pediu ao governo o salário de R$ 61 mil. Para você leitor entender o que aconteceu vou tentar simplificar, ela recebe uma aposentadoria como desembargadora de R$ 30,4 mil. Como ministra, teria mais um salário de R$ 30 mil, mas devido ao teto constitucional do funcionalismo público ela não pode receber mais de R$ 33,7 mil, sendo assim, Luislinda solicitou o pagamento integral do salário junto ao Governo Federal, com fundamento em uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que determina que o limite do teto incida isoladamente sobre cada cargo, ou seja, ela estava em seu legítimo direito. Por bem, a população e os “memes” da internet mudou o sentido do caso, alegando que ela trabalhava de forma escrava por ganhar apenas R$ 33 mil. Absurdo, Brasil. Se você tivesse esse direito também faria o mesmo. Pense nisso ou melhor leia e pesquise antes de falar.
Outra mudança de fato foi o polêmico caso da Cura Gay, você sabe realmente o que o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho disse sobre isso? Vejamos, o magistrado concedeu uma liminar que garantiu aos psicólogos a realização de atendimento de (re) orientação sexual àqueles que voluntariamente procurassem o profissional. Então, leitores, onde consta a autorização da cura gay nessa decisão? Essa interpretação da população gerou um grande rebuliço inexistente e mais uma vez os “mimimis” entraram em ação. 
Para ir mais longe vejamos o quanto as pessoas não conseguem discutir amigavelmente sobre assuntos de política, religião, opção sexual, acham que por estarem atrás de um computador estão blindados e saem escrevendo qualquer bobagem que venha a cabeça. 
Desse modo, analisamos que os mais entendidos muitas vezes preferem não se indispor, pois expressar sua opinião pode ser alvo de bombardeios, então calam-se para minimizar as dores de cabeça. 
Pense antes de escreve em suas redes sociais. Não sejam medíocres, sejam inteligentes. Fica a dica. 
A sugestão do assunto abordado no artigo foi da amiga e leitora, Bruna Belão Azevedo. Abraços a todos e envie você também a sua sugestão. 

Caroline Guzzo (é jornalista)