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Médico do Incor vê possibilidade da Santa Casa fazer transplantes

por Luiz Ramires
26 de agosto de 2018
Equipe do Hospital das Clínicas os médicos Dr. Marcos e Dr. Daniel com o supervisionista Ricardo com a equipe de enfermagem do Centro Cirúrgico Alessandra Gonçalves e Juliete
A Santa Casa de Jales logo terá condições de fazer transplantes de alguns órgãos que exigem procedimentos menos complexos, pois conta com uma equipe qualificada e competente, isso sem ser ainda um hospital que faz esse tipo de procedimento. A afirmação foi feita pelo cirurgião transplantador Ronaldo Honorato, do Instituto do Coração, de São Paulo.
Ele constatou isso acompanhando o trabalho dos médicos e enfermeiros, no dia 21 de agosto, terça-feira, quando veio buscar o coração do jovem Fábio Catelani, de 25 anos que morreu depois de sofrer um acidente, no final de semana, na estrada vicinal Vereador Ítalo Biani, quando seguia com alguns colegas, de Santa Rita d’Oeste para Santa Albertina, onde residia.

APOIO
O médico também elogiou a forma com que os funcionários do hospital ofereceram apoio para a família do doador e colaboraram com o trabalho da equipe do Incor. Foram doados seis órgãos, sendo que o coração foi para outro jovem que aguardava em São Paulo. Ele garante que sem o nível de atuação profissional da equipe da Santa Casa isso seria impossível.
Ronaldo explicou que essa competência qualifica a Santa Casa que se destaca na região com procedimentos como este. Ele lembrou que o número de transplantes no país continua crescendo muito e os de menor complexidade, como de rins, logo poderão ser feitos em hospitais que tenham uma equipe como a de Jales. Coração e pulmões são mais complicados e exigem maior estrutura e menor período entre a captação e o transplante e por isso precisam ser feitos em hospitais mais aparelhados.
A captação dos órgãos em Jales precisou de dois aviões que posaram em Fernandópolis e Votuporanga e envolveu cerca de 60 pessoas com equipes do Incor, do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital de Base de São José do Rio Preto. O coração foi para São Paulo e os outros órgãos (pulmões, rins e fígado) seguiram para outros hospitais no interior do estado.

COMPETÊNCIA
O provedor da Santa Casa, Júnior Ferreira considerou a captação um momento histórico, por ser a segunda vez que isso acontece em Jales e a primeira vez que é feita uma captação completa de órgãos no hospital, sendo as duas na sua gestão. 
Ele concorda com o médico do Incor, ao afirmar que a Santa Casa conta equipe muito bem preparada para esse tipo de procedimento e deu todo apoio necessário para os funcionários do Incor fazerem o seu trabalho, retirando os órgãos do rapaz para serem enviados para os pacientes que terão suas vidas salvas. Os profissionais da Santa Casa passaram toda a madrugada monitorando e aguardando os aviões chegarem de São Paulo.
Em momentos como esse a falta de um aeroporto na cidade volta a ser questionada, pois a Santa Casa é o único hospital da região com equipe capacitada para a retirada dos órgãos, mas essa dificuldade de transporte dificulta e até já impediu outras captações, como afirmou.

EQUIPE
A Comissão de Captação de Órgãos da Santa Casa de Jales é formada pelo médico Danilo Delovo e pelos enfermeiros Jaqueline Fava, Célia Zaquelo, Rosimeire Mateus e Paulo Lima. Também trabalharam na captação as enfermeiras Alessandra Rosimeire e Juliete, a assistente social Rose Donda e a supervisora assistencial, enfermeira Ana Lúcia.