Polícia

MD, a droga mais perigosa, já chegou a Jales

Até recentemente não se tinha notícias de apreensão, na região da droga MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina) conhecida popularmente como MD. Ela só foi aparecer no relatório do delegado Marcos Negrelli, da DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Jales, divulgado recentemente sobre a apreensão de drogas ocorridas em Jales, no ano passado.
Segundo reportagem da revista Veja, de 22 de novembro de 2019, a MD, também conhecida por “Michael Douglas”, “Madonna” ou “Molly” é uma das drogas mais perigosas produzidas em laboratório e vem sendo consumida há cerca de dez anos em baladas, shows, raves e festas de faculdades em vários pontos do país.  
Ela é consumida principalmente por jovens com maior poder aquisitivo, depois que o ecstasy, conhecida como a droga do prazer, começou a ser vendido com outras substâncias como bicarbonato de sódio que provoca reações como vômito e diarreia. 
A revista informa ainda que os riscos no consumo do MD são enormes, provocando distúrbios importantes no organismo e “em casos extremos, leva à morte por falência hepática, hipotermia ou parada cardíaca”.

PRISÕES
No relatório, o delegado Marcos Negrelli, que assumiu a DISE de Jales em setembro, destaca o expressivo número de pessoas detidas por envolvimento com drogas durante o ano por aquela Especializada, que chegaram a mais de150 prisões ou apreensões (quando menor de idade), em quase 300 ocorrências registradas.
Mais de 100 quilos de drogas foram apreendidos e centenas de bens confiscados de traficantes, entre veículos, dinheiro e objetos de uso pessoal. Os números fazem parte do trabalho executado pelas polícias Civil e Militar e envolve todas as apreensões de drogas como maconha, cocaína e anfetaminas como o ecstasy e o MD.
O delegado informa que os números são muito mais expressivos se a estatística envolver apreensões de drogas na região, ou flagrantes acontecidos na cidade e apresentados à Polícia Federal, pois em casos pontuais ocorridos em Jales e em Pontalinda, mais de meia tonelada de maconha foi apreendida.

TECNOLOGIA
O delegado acredita que em 2020 os números serão ainda maiores, pois a reestruturação da DISE permitiu que as investigações passassem a se basear em meios e métodos tecnológicos, possibilitando aumento expressivo na identificação de coautores e participantes, por isso o grande número de pessoas presas.
O desempenho da equipe e dos policiais militares e civis também foi muito importante, como afirmou o delegado, que destacou ainda as denúncias anônimas, principal parâmetro para definição das ações.
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