quinta 22 outubro 2020
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MAPA DA MINA – Não está sendo fácil este início de campanha. Em bom português, falta dinheiro.

MAPA DA MINA – Não está sendo fácil este início de campanha. Em bom português, falta dinheiro. Por esta razão, os candidatos a cargos majoritários têm recorrido ao fundo partidário, que são recursos públicos previstos na lei eleitoral para serem distribuídos aos candidatos. Em Jales, por exemplo, o petista Luís Especiato falou com o ex-ministro Luís Marinho, seu primo, presidente estadual do PT. Na semana que passou, o tucano Luís Henrique Moreira passou o chapéu nas cúpulas de dois partidos que o apoiam —Podemos e Progressistas. Consta que o Partido Verde, do candidato Ailton Santana, também deverá fazer algum repasse.

RETRANCA – A gritaria é quase geral. As equipes de coordenação dos candidatos Luís Henrique Moreira (PSDB), Luís Especiato (PT) e Ailton Santana (PV) andam estranhando as dificuldades que as agências bancárias estão criando para a abertura de contas de campanha, como estabelece a legislação eleitoral. Sem abertura de contas, os candidatos não podem fazer nenhuma movimentação financeira. Os assessores dos candidatos, segundo apurou a coluna, estão comendo o pão que o diabo amassou.  

PALANQUE ELETRÔNICO- O comunicador Claudinei Antonio, noticiarista da Rádio 102 FM, foi contratado e será o apresentador dos programas de rádio da coligação de Luís Henrique Moreira, que terá 82% do tempo disponibilizado pela justiça eleitoral. Já o PT, com 16% do tempo, contratou os serviços dos comunicadores Matheus Augusto e Mariângela Virgílio, ambos da Central de Rádios da Diocese. Até o momento em que fechávamos esta edição, o PV, que ficou com 1,6% do horário, ainda não havia definido apresentador(es).

CRESCIMENTO - A jornalista e professora universitária Ayne Regina Gonçalves Salviano e o advogado e professor universitário Mauricio Salviano, ambos com mestrado no currículo, constituíram ,além da sociedade conjugal, uma sociedade empresarial, investindo no segmento em que atuam e acreditam. Na última quinta-feira, dia 1º de setembro, eles comemoraram 9 anos à frente da “Damásio Educacional-Araçatuba”, uma escola de pós-graduação MBA, Residência Médica, OAB, Concursos Públicos e Graduação.

FAROESTE- O jalesense Valter André Biscaro Salviano apareceu em rede nacional por conta de um crime envolvendo políticos de Patrocínio-MG, onde ele é delegado regional de polícia. Como o Brasil inteiro asssistiu , o advogdo e ex-vereador Cássio Remis foi morto a tiros por Jorge Marra, secretário de Obras e irmão do prefeito da cidade, Deiró Marra. Nas primeiras entrevistas na televisão, André, como chefe da polícia civil na região, apareceu ao lado do delegado que investiga o caso. “A princípio foi um crime que ocorreu em alguns minutos de bobeira, tanto da vítima quanto do autor, que acabaram discutindo”, declarou o jalesense.   

VOLTA OLÍMPICA – Na última terça-feira, 29 de setembro, sete procuradores da república da Lava Jato em São Paulo desligaram-se oficialmente aquela força-tarefa. O pedido de desligamento já tinha sido feito em 2 de setembro, um dia depois do anúncio da saída do procurador Deltan Delagnol da coordenação da Lava Jato em Curitiba. Como nos bons filmes de faroeste, os demissionários sairam atirando e, desta vez, o tiroteio foi contra o PSDB, acusando ex-diretores da Dersa nos governos Alckmin e Serra de receberem propina na construção do Rodoanel.  

DURO NA QUEDA - Entre os procuradores da República que pediram demissão do grupo em São Paulo está o nome de Thiago Lacerda Nobre, que exerceu suas funções no Ministério Público Federal de Jales durante seis anos, no inícicio dos anos 2000. Bom de entrevista, o procurador era de fácil acesso para a imprensa e, em uma ocasião, chegou a dar receita de bolo na revista Interativa então sob a direção de Marcos Silvério. Mas, no exercício de suas funções, Nobre era duro na queda e seu maior embate foi com a classe dos advogados previdenciários, acusando alguns de comportamento antiético. 

DESAGRAVO - A trombada foi tão grande que os representantes da OAB jalesense na época, entre os quais o conselheiro seccional Carlos Alberto Brito Netto e o presidente da Subseção, Aislan de Queiroga Trigo, saíram em defesa dos colegas, argumentando que eles estavam sendo achincalhados publicamente sem direito de defesa. Resumindo a história: a OABSP veio em peso para Jales, à frente figurões como Luiz Antonio Borges d’Urso e o presidente Marcos da Costa, além de uma legião de dirigentes de subseções, todos para se solidarizar com Carlos Alberto e Aislan. O ato de desagravo aos dois foi do tipo peso-pesado. Na mesa de honra, estavam até duas juízas de direito —Maria Paula Branquinho Pini, então titular de Auriflama, e Marina Gama, de Urânia.

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