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MALABARISMO – Quase ninguém percebeu, mas o prefeito Flávio Prandi Franco (DEM), presidente da Associação dos Municípios da Araraquarense, teve que sair de fininho, tipo à francesa, por uns 30 ou 40 minutos, do “Seminário Finanças e Meio Ambiente como Alternativas de Desenvolvimento”, dia 29 de març

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08 de abril de 2019
Prefeito Flávio Prandi precisa arrumar um clone para dar conta de suas múltiplas presidências
MALABARISMO – Quase ninguém percebeu, mas o prefeito Flávio Prandi Franco (DEM), presidente da Associação dos Municípios da Araraquarense, teve que sair de fininho, tipo à francesa, por uns 30 ou 40 minutos, do “Seminário Finanças e Meio Ambiente como Alternativas de Desenvolvimento”, dia 29 de março, na Câmara Municipal, às 10 horas, cujas galerias estavam lotadas de prefeitos e vereadores. É que no mesmo dia e na mesma hora ele estava sendo empossado na presidência do Comitê Hidrográfico da Bacia do Rio São José dos Dourados, uma apetitosa fonte de recursos para os municípios. Como Flá acumula, além da AMA e do Comitê de Bacia, as presidências do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Consirj) e do Consório Regional da Criança e do Adolescente (Coreca) , dá para entender porque os cabelos dele estão embranquecendo nas têmporas e rareando no cocoruto. 

PONTO E VÍRGULA – O auditor fiscal concursado Ricardo Junqueira não peitou os membros da Comissão Especial de Inquérito instalada na Câmara investigar desvios praticados na Prefeitura pela ex-tesoureira Érica Carpi. Quem garante é o vereador Fábio Kazuto Matsumura (PSB), presidente da CEI, sob a forma de “Nota de Esclarecimento” enviada a esta coluna na tarde de quarta-feira, dia 3 de abril, rebatendo alguns pontos de tópicos publicados na semana anterior.

PAREDÃO- Como os leitores se recordam, a coluna publicou que um polêmico vereador conhecido por ações heterodoxas estaria na linha de tiro da justiça.  Ainda de acordo com o que foi publicado, ao depor na CEI por ter sido Controlador Interno da Prefeitura quando estourou a Operação Farra no Tesouro deflagrada pela Polícia Federal, Junqueira teria peitado os membros da CEI ao afirmar que “se a Câmara fosse séria também investigaria um vereador processado por corrupção ativa”, dando até o número do processo. 

HOLOFOTE – Como o colunista acrescentou que o episódio envolvendo o vereador já era conhecido de todos da Câmara e só havia saído da sombra dos bastidores depois do depoimento de Junqueira, o presidente da CEI rebateu: “o processo citado nada tem a ver com o objeto da CEI”. Da mesma forma, o subscritor da nota afirma que, ao contrário do que foi publicado, “ tal situação já foi noticiada pela imprensa local e regional”, anexando recortes de vários veículos.

CALDO DE GALINHA- A mesma nota de esclarecimento registrou ainda que “o processo judicial acima mencionado ainda está em andamento, com a oitiva de testemunhas e denunciados, onde a Câmara Municipal de Jales, em respeito aos princípios do devido processo legal, presunção de inocência, contraditório e ampla defesa está aguardando a decisão final para analisar quais providências serão oportunamente tomadas”. 

PRETO NO BRANCO – Para que não pairem dúvidas sobre a veracidade da informação publicada na edição anterior, vale a pena transcrever literalmente trecho do depoimento de Ricardo Junqueira à CEI. O ex-Controlador Interno, segundo cópia fiel da ata, disse o seguinte “que acha estranho e vai deixar na íntegra uma Ação Civil Pública referente ao processo 1007030-61.2017.8.26.0297, onde um vereador que participa e é presidente da CCJRLP é réu em um processo de corrupção ativa. Que se a Câmara de Jales fosse séria também investigaria isto”. Apenas para que o leitor não se perca em uma sopa de letras: CCJRLP significa Comissão de Constituição, Justiça, Redação e Legislação Participativa, cujo presidente é o vereador Luís Henrique Viotto (PP), pivô de toda a celeuma.

DNA – Ao cobrar uma postura mais firme da CEI no caso do vereador citado, Ricardo Junqueira lembrou o pai, Carlos Márcio de Castro Junqueira, que tinha prestígio como advogado criminalista em Votuporanga, presidente do Votuporanga Clube e da Associação Atlética Votuporanguense. Dizem os cronistas esportivos contemporâneos de Carlos Márcio que, embora não fosse um homenzarrão, ele não hesitava em peitar atletas que estivessem fazendo o chamado corpo mole.

W.O. – Por falar em Câmara Municipal, o bispo diocesano de Jales, Dom Reginaldo Andrietta, lamentou a ausência de vereadores na Conferência Municipal do Idoso, dia 28 de março, no Centro Pastoral. Em sua homilia na missa de domingo passado, 31 de março, o prelado disse aos presentes   na Catedral que nenhum dos 10 vereadores esteve em encontro tão importante. E que esperava que, na Conferência Municipal da Saúde, que teria início no dia seguinte, eles, como representantes do povo, comparecessem. 

CORRERIA – A se julgar por suas movimentações, o empresário Luís Henrique Moreira continua em campanha. Candidato a deputado estadual mais votado em 2018, ele fez um pit stop domingo, dia 31, no leilão de gado da Santa Casa. Uma hora depois, seu Instagram já registrava imagem dele abraçado com correligionários na Vila União.