Polícia

MÁFIA DO ASFALTO

Duas novas denúncias por suposta fraude em licitação, formação de quadrilha e falsidade ideológica relacionadas à Máfia do Asfalto, desta vez envolvendo Jales e São João de Iracema, foram oferecidas pelo Ministério Público Federal em Jales na última quarta-feira, dia 24.
Segundo a Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Estado de São Paulo, entre os envolvidos estão agentes políticos, servidores, empresários e lobistas.
A nota da assessoria afirma que em Jales as fraudes teriam sido praticadas de duas formas. A primeira teria ocorrido em duas licitações na qual empresas do mesmo grupo econômico participavam do certame como se fossem concorrentes. Em outro caso, segundo a nota, “a licitação, cujo valor era superior a seis milhões de reais, foi realizada com uma única empresa pertencente ao grupo criminoso, sem que houvesse qualquer competição. As licitações fraudadas, se somadas, atingem o valor de R$ 7.698.719,26”.
Em São João de Iracema, ainda segundo a Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República, “a fraude consistia basicamente no fato de que empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico participavam de licitações como se fossem concorrentes, sendo que em alguns casos havia, inclusive, identidade parcial de sócios. Foram quatro licitações fraudadas, cujo montante somado chega a R$ 479.141,49”.
BALANÇO
A nota da assessoria informa que o Ministério Público Federal já havia denunciado 19 envolvidos no esquema fraudulento em 16 de abril, além de um policial civil que teria violado sigilo funcional prejudicando as investigações a pedido de um lobista do grupo em 12 de julho.
Nos próximos meses deverão ser apresentadas novas denúncias a partir de provas obtidas ao longo das investigações que envolvem fraudes que teriam ocorrido em 80 municípios desviando valores que chegam a R$ 1 bilhão.
A nota da assessoria destaca ainda que o Ministério Público Federal em Jales conseguiu, junto à Justiça Federal a decretação da prisão preventiva de Olívio Scamatti, líder do grupo empresarial responsável pelas fraudes. E que mesmo tendo sido impetrados diversos hábeas corpus, inclusive no Supremo Tribunal de Justiça, o empresário continua preso.

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