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LUIZ MARINHO, CANDIDATO A GOVERNADOR PELO PT, CRITICA 24 ANOS DE PSDB NO GOVERNO PAULISTA:

“É preciso dar uma chacoalhada. Quem fica muito tempo no mesmo lugar enferruja”
01 de julho de 2018
Luiz Marinho: “Eu tenho segurança de que o presidente Lula sairá da prisão em breve”
O pré-candidato ao Governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores, Luiz Marinho esteve em Jales, no dia 27 de junho, quarta-feira quando fez uma visita pela manhã, ao Jornal de Jales, para falar das suas propostas para o Estado e para a região, onde nasceu e cresceu.
A guerra fiscal é um dos temas que o preocupa e que ele pretende administrar com propostas que podem até incluir negociações com os estados vizinhos, para que ninguém saia prejudicado, mas que as empresas continuem gerando empregos no Estado de São Paulo.
No caso específico de Jales, Luiz Marinho pretende retomar a discussão junto ao Governo Federal, sobre a instalação de um polo da Universidade Federal. 

J.J. - As pesquisas de opinião têm colocado o senhor em terceiro ou quarto lugar. Qual a sua expectativa?
Luiz Marinho - Desde 2008, quando fui candidato a prefeito de São Bernardo do Campo comecei com 3% dos votos e quase saí vitorioso no primeiro turno, com 48,3% e no segundo turno tive 60%. Quando meus companheiros vinham me mostrar alguma pesquisa eu não queria saber e mandava eles trabalharem para reverter o resultado.  A pesquisa é um retrato do momento.

J.J. – O momento não é muito favorável ao Partido dos Trabalhadores. Isso pode atrapalhar sua campanha? 
Luiz Marinho – Eu diria que é um momento oportuno para o Partido dos Trabalhadores. Se você analisar a evolução dos acontecimentos nos governos Lula e Dilma... A eleição da Dilma foi muito difícil, nós tivemos diminuição da bancada no Estado tanto federal quanto estadual, não elegemos o candidato ao Senado, o Eduardo Suplicy. Diria que em 2016 estivemos no fundo do poço em todo o Brasil, mas especialmente no Estado de São Paulo, mas quem nos tirou da Presidência da República em 2016, com a cassação da presidente Dilma se comprometeu em resolver todos os problemas do país. Nesse cenário o povo não queria nos ouvir, mas a partir do golpe contra a Dilma, com a retirada dos direitos dos trabalhadores, com a terceirização, com tentativa de tirar os direitos previdenciário e o marco regulatório do pré-sal, tudo isso fez com que caísse a ficha com as pessoas querendo ouvir nossas propostas.

J.J.  – Há analistas políticos que comparam a corrida eleitoral a uma ida ao restaurante. Sob esse aspecto, qual é o cardápio que o Luís Marinho vai oferecer aos eleitores, no caso aos comensais?
Luiz Marinho – Eu proponho discutirmos junto com o eleitorado fazermos um balanço do Estado de São Paulo partindo da premissa de que o PSDB governa o Estado há 24 anos e nesses 24 anos não foram capazes de planejar e solucionar os problemas do Estado, dando uma cabal demonstração da sua incompetência para gerir um Estado tão importante, até porque se olharmos por exemplo para a educação que é um fator importante de análise de desempenho de qualquer governante, veremos que comparando os dados de 1995 com os de agora vemos que o Estado em vez de avançar retroagiu. Se você observar a saúde e a segurança, você vai ver que tivemos o agravamento dos problemas. É preciso começar a fazer um processo de valorização dos profissionais do serviço público para que possam estar estimulados para trabalhar com prazer. Hoje você tem professores prestando concurso para trabalhar no Estado onde vão encontrar primeiro, escolas da rede estadual com cara de cadeia. Tem que mexer nesse padrão arquitetônico. Segundo: uma jornada de 40 horas semanais com um salário de R$ 2.180,00 para uma dedicação exclusiva. Em São Bernardo, eu deixei um salário de R$ 4 mil, para uma jornada de 30 horas semanais. Enfim, eu estou convencido de que é possível fazer uma grande auditoria, um grande balanço com a participação do povo e dos agentes econômicos e sociais de cada região do Estado.

J.J. – Com base na experiência de dois ministérios, mais oito anos na Prefeitura de São Bernardo, o senhor se considera preparado para enfrentar a máquina administrativa estadual sob o comando do governador Márcio França e a máquina administrativa municipal da capital, capitaneada por Bruno Covas a favor de João Dória?
Luiz Marinho – Totalmente, porque nós temos uma militância no Estado de São Paulo muito importante, acima de tudo debatendo com o povo. O Brasil está derretendo, São Paulo está perdendo empresas para os estados vizinhos e o Governo do Estado não fala nada. É preciso estimular um processo de desenvolvimento de fronteiras e São Paulo pode até estimular isso, desde que não tenha prejuízo para o Estado. E mais: minha experiência não é só de ministro e de prefeito, mas também como sindicalista. Eu administrei conflitos importantes como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC quando a Volkswagen falava em demitir milhares de pessoas, mudando para o Paraná ou a Ford para a Bahia e quem segurou as duas foi o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC sob minha liderança, porque não contamos nem com a ajuda do governo estadual que eram o Alckmin e o Serra que se revezaram, nem do governo federal, com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi preciso o sindicato segurar, foi preciso eu ir para a Alemanha negociar para segurar empregos no Estado de São Paulo, arrecadação para o Estado de São Paulo. Se fosse pela incompetência deles, nós teríamos perdido essas duas empresas, entre outras.