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LUÍS HENRIQUE MOREIRA:

“Não podemos deixar esta cidade cair na mesmice da politicagem”
14 de outubro de 2018
Luís Henrique, terça-feira, dia 9, na redação do Jornal de Jales, onde concedeu entrevista sobre a eleição
Com nove anos de residência em Jales, onde chegou em 2009,  o empresário Luís Henrique Moreira , dono da LHBorr, emergiu das urnas de 7 de outubro mais fortalecido do que entrou quando decidiu disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo. 
Ele foi o candidato a deputado estadual mais votado em Jales obtendo 8.248 votos, à frente de outros concorrentes com intensa atuação parlamentar na cidade. 
A experiência eleitoral anterior de Luís Henrique foi a disputa por uma vaga de vereador em Buritama, onde morava, sendo bem-sucedido. 
Casado com a jalesense Alziane Rossafa e pai do garoto Davi e da estudante de medicina Gabriela, ele foi ouvido pelo Jornal de Jales sobre seu desempenho eleitoral e as perspectivas para o futuro (D.R,J.)

J.J. -Em sua avaliação, a votação obtida em Jales esteve além, aquém ou dentro de sua expectativa?
Luís Henrique - Considerando a carência de uma representação mais atuante junto ao Governo do Estado podemos imaginar que a votação poderia ter sido mais expressiva. Porém, dentro das circunstâncias em que vivemos onde candidatos de outras cidades e regiões tiveram apoio de lideranças de Jales, se a gente comparar as eleições passadas podemos concluir que a votação foi dentro do esperado, tenho muito que agradecer o apoio e confiança da população de Jales.

J.J. -Os 8.248 votos lhe dão ânimo para assumir um espaço de liderança política?
Luís Henrique - Antes de ser candidato a deputado estadual eu já demonstrei que acredito muito no potencial de Jales. Estou sempre animado a ajudar a transformar esta cidade em referência regional. Quando apoiei o movimento União por Jales não foi para eleger um prefeito. Foi para iniciar um trabalho de transformação dessa cidade. Se agora esses votos me credenciam para ser o líder desse movimento, tudo bem, aceito essa condição com mais entusiasmo ainda.
Não podemos deixar essa cidade cair na mesmice da politicagem do tapinha nas costas. Minha responsabilidade agora é grande. Vamos atuar mais a fundo, cobrando do executivo e principalmente apoiando o legislativo para que as ações públicas tenham maior transparência.
Chega de varrer a sujeira para debaixo do tapete. Vamos reunir as lideranças e fazer com que a União por Jales seja realmente um esforço para melhorar e dar melhores condições de desenvolvimento a nossa cidade.
 
J.J. -Você havia declarado ao J.J. que tinha apoiadores em 143 municípios, inclusive na Grande São Paulo. O que aconteceu?
Luís Henrique - É verdade. Contávamos com a ação de lideranças em quase duzentos municípios. Mas a eleição foi atípica. Em nossa região por exemplo, o eleitor optou por reeleger os deputados que já estavam com mandato, e quem resolveu mudar usou como base o partido do candidato Bolsonaro. O PSL, o partido do 17, obteve os votos de quem quis mudar. 
Olhem por exemplo a votação da deputada eleita Janaína Paschoal que superou a casa dos dois milhões de votos. Com a votação que obtive teria sido eleito se minha candidatura fosse no PSL. Este fenômeno com certeza dificultou nosso trabalho.

J.J. -A partir da votação obtida, você pensa em continuar disputando eleições?
Luís Henrique - Esta é uma resposta que ainda precisa amadurecer. Acabei de sair de um trabalho árduo, extenuante, tive que deixar minha família, minha esposa Alziane, meus filhos Gabriela e Davi, esse com 11 meses de vida, praticamente abandonar minha empresa para se chegar ao resultado conseguido.
O momento pede uma reflexão íntima e com minha família.
Mas uma coisa é certa. Nas ações para melhorar nossa cidade estarei presente fazendo o que for possível. Para quem gosta de política, disputar eleições é algo que você precisa estar preparado sempre, mas, depende do momento.
São muitas variantes que convergem para que isso aconteça. O tempo é quem vai responder essa pergunta.