domingo 28 novembro 2021
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LÍNGUAS PRETAS

LÍNGUAS PRETAS – Quem garante é a reitora Maria Christina Soler Bernardo, acrescentando que jamais pensou em algum negócio desta natureza. Ela entende que a Unijales é um patrimônio do povo jalesense.

PLANO Z – Há uns quatro meses, o vice-prefeito Clóvis Viola(PPS) foi abordado por um amigo pessoal, atento observador  da cena política local, que o aconselhou  a continuar agindo com discrição, pois, tudo indicava que ele seria o Plano B como candidato da base aliada caso o vereador Luís Especiato (PT) não decolasse nas pesquisas. Mas, a se julgar pela reação do petismo local diante das exonerações dos secretários municipais José Shimomura (Administração) e Léo Huber (Chefia de Gabinete) e dos afastamentos dos assessores Marli Mastelari (oficial de gabinete) e Jorge Valério (distritos industriais), este do PDT, no primeiro dia do mandato interino,a chance de Clóvis sair candidato empurrado pela máquina administrativa e pelo PT ficou drasticamente reduzida. A não ser que a Justiça afaste Parini definitivamente.

FACA NOS DENTES – A decepção  dos petistas pelas exonerações e afastamentos foi muito grande. A tal ponto que a Comissão Executiva do PT reuniu-se em caráter extraordinário em pleno domingo, às três horas da tarde, na sede da Macro Noroeste Paulista, para discutir este e outros assuntos correlatos.

CALDO DE GALINHA – Um petista graúdo tentou traduzir o desconforto gerado pelas exonerações. Para ele, na condição de prefeito, Clóvis poderia exonerar até o secretariado inteiro, mas não naquele momento quando  Humberto Parini estava fragilizado politica e pessoalmente, correndo  o risco de perder até o emprego público de fiscal estadual. Na opinião de referido dirigente, o vice-prefeito certamente ficou  bem na foto com setores da oposição, mas queimou o filme perante o PT.

PROFETA – No dia 16 de julho, alguns  adversários de Humberto Parini festejavam sua primeira “cassação”, no aperitivo do almoço, no “Senadinho”,   quando chegou  a notícia de que  o prefeito  obtivera uma liminar no plantão do Tribunal de Justiça mantendo- no cargo. Percebendo a frustração dos desafetos de Parini, o empresário João Antonio Padula, ex-vereador em São Francisco, de chapéu de cowboy como é seu estilo, levantou-se e fez uma sinistra previsão: “vão se acostumando. Eu cassei o Natanael, prefeito de São Francisco, oito vezes e ele voltou as oito”.

TOGA – Fernando Antonio de Lima. Guardem este nome. Ele vai tomar posse como titular do Juizado Especial da comarca de Jales no próximo dia 22 de agosto. Advogados que trabalham na comarca de Ilha Solteira, onde ele ainda está lotado, o têm na conta de um magistrado antenado com as novas vertentes do direito. Uma de suas sentenças mais comentadas, inclusive publicada pelo Jornal de Jales,  atingiu a Cesp em ação sobre  derrubada de ranchos. Ele escreveu o que todos pensam — o grande predador do meio ambiente no lago de Ilha Solteira  é a Cesp.

CABEÇA  ABERTA – Na última semana, o juiz Fernando confirmou tudo que se diz dele. Ao julgar mandado de segurança  proposto pelo advogado jalesense Adauto José de Oliveira,  em nome do jovem Sidmar Silveira Garcia, de 17 anos, ele concedeu liminar para que o rapaz, que ainda não terminou o Ensino Médio na Escola Estadual D. Artur, possa ser matriculado no curso de Engenharia Elétrica da Unesp-Ilha Solteira, para o qual foi aprovado nos exames vestibulares. Adauto qualificou a sentença de Fernando de “obra prima do direito atualíssimo”.

SUPERAÇÃO – Sidmar tinha dois anos  quando os pais se separaram. Ele mora com a mãe em Aspásia. O pai vive em Americana. Adauto, que além de advogado é professor  efetivo de Biologia na escola D. Artur, sempre  viu o adolescente com bons olhos. Trata-se de aluno exemplar, de sentar na primeira fila. No dia 3 de agosto,  Sidmar procurou o professor-advogado e lhe mostrou uma página da internet impressa constando o seu nome como um dos aprovados para cursar Engenharia Elétrica na Unesp. Detalhe: ele não frequentou cursinho.

PATRONO -  Alegre por ter sido aprovado,  Sidmar, porém, estava desanimado já que, com 17 anos e sem terminar o antigo colegial, não poderia ser matriculado. Um conhecido  o aconselhou a contratar um advogado, o que seria impossível por não dispor de recursos para pagar o profissional. Foi aí que Adauto decidiu comprar a briga do aluno. Baseado no artigo 208 da Constituição Federal e munido de farta jurisprudência, ele montou o processo que foi levado ao fórum de Ilha Solteira pela única irmã de Sidmar, que precisou faltar ao emprego. O juiz Fernando acatou os argumentos do advogado Adauto e concedeu a liminar.

ESTRADA – Um dos elogios que se faz ao juiz Fernando é o tratamento dado aos  advogados. Antes de ser aprovado em  concurso para a magistratura,  ele esteve do outro lado do balcão exercendo a profissão. O pai dele,  Abmael Manoel de Lima, é ex-presidente da Subseção da OAB em Santa Fé do Sul.

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