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Limão e limonada

Editorial (31/03/2019)
31 de março de 2019
Quando o prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) foi eleito presidente da poderosa Associação dos Municípios da Araraquarense (AMA), dia 20 de janeiro, ganhou grande visibilidade.
O principal jornal da região noroeste paulista, o “Diário da Região”, dedicou-lhe caudalosos espaços, destacando inclusive a presença na posse do prefeito Edinho Araújo (MDB), de São José do Rio Preto, e do deputado federal Geninho Zuliani (DEM).
O Diário que, via de regra, não trata a classe política com punhos de renda, deu um generoso crédito de confiança ao prefeito de Jales, publicando até mesmo um artigo assinado pelo alcaide em uma página nobre, a 2 do 1º caderno, logo abaixo do Editorial, que expressa a opinião da direção do jornal. 
Em seu texto, Flá, em síntese, escreveu que estava começando um novo tempo na AMA, que congrega 127 prefeitos de toda a região noroeste. 
Como dirigente de uma associação de tamanho porte e até para evitar ciumeiras da vizinhança mais próxima,ele  abraçou bandeiras da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da Associação Paulista de Municípios (APM), que reivindicam distribuição mais justa dos tributos arrecadados em nível nacional através de uma emenda que eleva em 5% a parcela de repasse do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produzidos Industrializados, de onde saem os recursos para o Fundo de Participação dos Municípios, o que possibilitaria uma recuperação de 1%  (R$ 5 bilhões) do bolo tributário nacional para as administrações municipais.  
Se a assunção do prefeito ao comando da AMA representou um sopro de esperança principalmente para os pequenos municípios, em Jales não faltou quem torcesse o nariz.
Para esse segmento da opinião pública ainda envolto em um mar de incertezas quanto às perspectivas para o futuro da cidade, Flá tem muito o que fazer em Jales.
De outra parte, argumentavam com certa razão os que acompanham o dia-a-dia da cidade, o prefeito já era o presidente do problemático Consórcio Intermunicipal de Saúde (Consirj), gestor da UPA e desaguadouro de bolas de curva de 16 municípios. Também já tinha sob sua responsabilidade o Conselho Regional da Criança e do Adolescente (Coreca).
Pois bem, como não é nenhuma criança, o prefeito de Jales, ao aceitar o desafio de presidir a AMA, fez um contrato de risco, bem na linha do “fazer do limão uma limonada”.
 E parece que ele se deu bem no primeiro teste. A se julgar pelos resultados da reunião da AMA realizada anteontem, 6ª feira, dia 29, na Câmara Municipal, tudo indica que bons frutos virão.
Ao convidar as autoridades certas para destravar questões como o as dos resíduos sólidas e dos aterros sanitários que impedem o funcionamento de aeroportos (como o de Jales), fica claro que o comando da AMA está funcionando como vitrine e não como vidraça.