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Liga dos Campeões: um espetáculo à parte

Por Eduardo Martins
21 de abril de 2019
Eduardo Martins
Principal torneio de clubes do mundo, a Liga dos Campeões a cada temporada que passa chama mais atenção pelo alto nível de suas partidas. Nesta semana, os quatro confrontos de volta das quartas de final foram realizados e o espetáculo é a melhor palavra para definir as classificações de Barcelona, Liverpool, Tottenham e Ajax, especialmente dos dois últimos.
Após ser derrotado por 1 a 0 no jogo de ida, o Manchester City precisava vencer o Tottenham por dois gols de diferença para chegar à semifinal da competição. Em uma partida que Pep Guardiola colocou sua equipe para sufocar o rival inglês, o time da casa conseguiu vencer por 4 a 3, mas, mesmo assim não avançou no torneio, graças a ousadia e o futebol bem jogado pelo time de Mauricio Pochettino.
Em um dos confrontos mais espetaculares da história da Champions League, bastaram 21 minutos para o jogo já estar com o placar de 3 a 2 para o time azul de Manchester. Com a partida completamente aberta nos dois lados, os citizens chegaram a fazer o quarto gol, mas os spurs logo marcaram o terceiro e, com participação decisiva do VAR, um gol da equipe de Guardiola foi anulado corretamente nos acréscimos.
Em outra partida épica, o Ajax fez seu torcedor reviver os tempos de glórias da equipe que marcou época nas décadas de 1970 e 1990. Depois de empatar por 1 a 1 com a Juventus, em Amsterdã, mesmo sendo superior ao rival, a equipe voltou a dominar os italianos com um show dos jovens De Ligt, De Jong, Van de Beek, Ziyech e David Neres e derrotou o time de Cristiano Ronaldo por 2 a 1.
O que mais chamou atenção no triunfo do tetracampeão da Champions League, foi a ofensividade do time de Erik ten Hag, em especial o jogo coletivo que lembra muito as ideias de Johan Cruyff e do próprio Pep Guardiola. Diante de uma Juventus muitas vezes presa no campo de defesa, os holandeses conseguiram encurralar o adversário em diversas oportunidades.
Assistindo partidas como essas, a principal lição é que ainda é possível vencer jogando bonito. Defesa, marcação e contra-ataque fazem parte do esporte, mas o toque de bola, o jogo coletivo e o talento devem prevalecer sempre.
A esperança é que os grandes treinadores do futebol brasileiro tenham ao menos assistido esses jogos e, a partir disso, percebam que o futebol praticado por esses times é parecido com o que era jogado no Brasil em décadas passadas.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas