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Liderança mundial da China é só questão de tempo, diz advogado

por Deonel Rosa Junior
10 de fevereiro de 2019
Muralhas da China no distrito de Badaling, a 80 quilômetros de Beijing (Pequim)
O advogado Renato José da Silva, 55 anos, tem volumosa milhagem em viagens para o exterior. Só na Europa ele já esteve duas vezes em vilegiaturas que duraram 30 dias cada. No início de janeiro, aproveitando o recesso do Judiciário, ele resolveu conhecer o outro lado do mundo, passando por Pequim, capital da China, ilha de Hong Kong e Bangkok, na Tailândia.
Ao retornar, Renato foi ouvido pelo Jornal de Jales sobre a experiência na Ásia, enfatizando que saiu impressionado com o que viu especialmente na China.

J.J. - Por que o senhor escolheu países da Ásia, sem tradição como destinos turísticos, para viagem de férias?
Renato - Conheci a Europa em dois períodos de 30 dias cada; na primeira, as principais capitais europeias; a segunda, locais da 2ª grande guerra: Guetos de Varsóvia; Campo de Auschwitz, Praias da Normandia, etc. Povos antigos sempre me fascinaram, além de conhecer os costumes orientais, muito diferentes. A China hoje, aberta ao mundo, é um destino turístico muito procurado, pois tem uma das 7 Maravilhas do Mundo: As Muralhas da China, além da Cidade Proibida. A Tailândia tem 25% de seu PIB vindo do turismo, seja por sua costa banhada pelo Oceano Índico de praias e ilhas paradisíacas (a mais famosa fica Ilha Koh Phi Phi, que foi cenário do filme ´A praia´ com Leonardo Dicaprio), ou mesmo Bangkok com seus centros de compras, templos budistas, etc. Por último, o custo; viajar pela Ásia com planejamento, estava dentro de minhas possibilidades!

J.J. - Quais os países que o senhor conheceu?
Renato - Na viagem de 25 dias, estive em Beijing (eles pedem para não mencionar Pequim!!!!); na Ilha de Hong Kong que até 1.997 era uma colonização britânica; e na Tailândia, capital Bangkok e um tour de 8 dias pelas praias paradisíacas tailandesas!

J.J. - O que o senhor viu de diferente nos países que visitou?
Renato - Percebi que a China está nos primeiros contatos com os ocidentais, mas são muito afáveis, receptivos aos turistas; na Tailândia somos recebidos de braços abertos. A cultura é a grande diferença; sou Católico e pude visitar em Hong Kong e Bangkok igrejas católicas; mas 80% da população chinesa é budista, enquanto na Tailândia é de 95%. Bangkok impressiona pela quantidade de enormes centros budistas!!! Outro aspecto é a culinária asiática, com muito frango, porco, peixes, frutos do mar, macarrão, arroz e vegetais. Muito comum nas feiras as comidas exóticas (para nós!!!), como frituras de gafanhotos, grilos, lagartixas, cobras, larvas, cigarras, escorpiões, aranhas, etc.

J.J. - O que o mais surpreendeu em sua vilegiatura?
Renato - Minha maior surpresa foi constatar que a China é um País rico; que dobra de tamanho a cada 12/13 anos. A grandiosidade de tudo e a qualidade de vida que presenciei em Beijing me chocaram no bom sentido; inobstante ao fato de que o povo consome muito em grandes lojas e redes mundiais, carros novos, marcas famosas, etc. Muitos jovens, e todos bens vestidos e educados; quase sem exceção com fluência em inglês!  Andei nos arredores de Beijing, não vi favelas nem moradias precárias!!!

J.J. - Como o senhor superou a barreira do idioma nos países que visitou?
Renato - O inglês, mesmo que elementar! A imensa maioria dos jovens, tailandeses ou chineses são fluentes em Inglês. Fiz um curso vip e até hoje faço curso pela internet, mas não tenho fluência; apenas o suficiente para compreender e lidar com situações corriqueiras em hotéis, aeroportos, áreas de seguranças, informações, etc. Pude ver inúmeros de turistas ocidentais usarem o tradutor instantâneo; e na Tailândia, onde não havia o inglês eu usei deste recurso: simplesmente fantástico!!!!!

J.J. - No imaginário popular, visitar países tão distantes custa caro. Verdade ou lenda?
Renato - Lenda! A palavra mágica é planejamento! Seis meses antes ou mais é possível adquirir os voos; fazer as reservas em hotéis; comprar as viagens de ônibus ou trens; etc., tudo daqui do Brasil, e economiza com isto 30 a 40%. Na Ásia, os custos do turismo são iguais ou mais baratos que no Brasil. Uma boa refeição se faz com R$ 40,00, da mesma forma um hotel, de R$ 200,00. 

J.J. - Finalmente, em sua opinião, a China tem condições de ultrapassar os Estados Unidos?
Renato - Impressionante!!! Hong Kong, um dos maiores centros financeiros e tem a maior densidade demográfica do mundo, com inúmeros arranhas-céus, exteriorização de riquezas em todos os lugares e todas as marcas e magazines mundiais; como um formigueiro humano! Embora o céu de Beijing seja poluído; a cidade é hospitaleira, limpa, com grandes avenidas e viadutos, transporte público da melhor qualidade e em qualquer bairro ou esquina você encontra um restaurante ou feira; tudo que um turista quer!!!! No voo de ida, um empresário brasileiro me disse que iria ficar boquiaberto com a China, pois atualmente há 200 milhões chineses bilionários! O fato é que frequentam maciçamente os melhores hotéis, melhores restaurantes, melhores praias e movimento dos aeroportos na Ásia! Além da visível prosperidade, estão investindo no mundo, como um rolo compressor! Na minha visão modesta, se não estão adiante, é questão de tempo para terem o maior PIB do planeta; e o Trump sabe disto!!!!