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Lições do passado

por Lucas Rossafa
15 de outubro de 2017
Lucas Colombo Rossafa
O duelo diante do Chile, no Allianz Parque, não foi a melhor atuação da Seleção sob o comando de Tite. E nem era necessário. Mas a fase é tão boa que o Brasil precisou de poucos momentos de inspiração para construir o resultado positivo. De quebra, eliminou o atual campeão do continente da Copa do Mundo com três gols no segundo tempo.
As doze vitórias nas Eliminatórias foram importantes para que a equipe criasse um padrão tático, ganhasse confiança e entrosamento. O desempenho fantástico, graças ao trabalho competente da nova comissão técnica, no entanto, já é passado. O fato dos brasileiros serem os melhores da América não garante, necessariamente, uma vaga entre os principais do mundo. Pelo contrário. Afinal, o nível técnico dos sul-americanos não serve de parâmetro para o campeonato mais importante de seleções.
Na próxima sexta-feira, o treinador vai anunciar os nomes para os amistosos contra Japão e Inglaterra, ambos em novembro. A partir de agora, é improvável que Tite chame algum jogador que ainda não foi convocado. Aliás, o tempo é cada vez mais curto para testes. Nenhum dos quatro novatos da última lista, por exemplo, entrou em campo. Todavia, o comandante e seu grupo fazem questão de frisar que os atletas são observados também pelos treinos e comportamento extracampo.
O principal motivo de preocupação, no momento, é a formação de um elenco forte e competitivo, embora a base esteja bem definida. Em 2014, sem Neymar e Thiago Silva, dois dos pilares técnicos da equipe à época, os comandados de Felipão foram atropelados pela Alemanha. Hoje, ainda não se tem definido os substitutos de algumas peças primordiais, como Paulinho, Renato Augusto e Gabriel Jesus. Não há certeza quem é a referência ofensiva, caso a revelação palmeirense não jogue. Roberto Firmino já foi testado, mas não tem total confiança do chefe. Se algum dos volantes não estiverem aptos, também não se sabe quem assume a titularidade. Esses pontos chamam a atenção, uma vez que pouquíssimos testes foram feitos nesses setores e restam apenas quatro jogos até a estreia na Rússia.
Já vimos um grupo ser fechado bem antes do tempo e depois, durante o Mundial, o grupo se mostrar envelhecido, previsível e sem variações. Por enquanto, Tite tem tudo para ganhar nota máxima e já sabe dos erros dos outros. As falhas de planejamento foram constantes nas três últimas Copas e os resultados você sabe quais foram. É preciso não falhar. Se não, o sonho do hexa vira pesadelo novamente.

Lucas Colombo Rossafa
 (jalesense, aluno do 3°ano de jornalismo da  PUC/Campinas)