quarta 08 abril 2020
Arquibancada

Libertadores garantida e futuro de incertezas

Oscilações, vexames e dificuldades para engrenar, essas foram as marcas da temporada 2019 do São Paulo. Mesmo com um time que passou longe de encantar o torcedor e não conseguiu brigar pelo título brasileiro, o ano termina com a classificação garantida para a fase de grupos da próxima edição da Libertadores, mas o futuro é um grande ponto de interrogação pelos lados do Morumbi.
Se algo positivo merece ser destacado nos últimos meses, certamente é a evolução dos meninos que vieram da base. Antony e Igor Gomes são os que mais chamam atenção, porém a continuidade do atacante para a próxima temporada já é praticamente impossível, e a possível saída do meia também não seria uma surpresa.
Contestado em uma diretoria que tem como símbolo a incompetência, Raí é mais um que tem futuro incerto para 2020 e dificilmente permanecerá. Com contrato até o final do mês, o diretor deve ser substituído por um conselheiro ligado ao presidente Leco, o que confirma ainda mais o amadorismo da estrutura política que comanda o São Paulo.
O técnico da equipe para a disputa da Libertadores também não está definido. Um grande treinador estrangeiro que soubesse lidar com a desorganização do clube seria o ideal, mas esse não parece ser o pensamento da diretoria. A tendência é a continuidade de Fernando Diniz, já que o cenário nacional não apresenta nomes superiores que possam ser contratados.
Apesar das notícias ruins e das incertezas, a meta do Tricolor encontrou um dono em 2019, e Tiago Volpi deve ser comprado pelo clube. Emprestado pelo Querétaro, do México, o goleiro se firmou durante a temporada e fez a torcida superar os momentos trágicos vividos com Denis e Sidão após a aposentadoria do ídolo Rogério Ceni.
Em um clube comandado por dirigentes ultrapassados que pararam no tempo e passam longe do profissionalismo, é difícil pensar em um futuro positivo. No último ano do mandato de Leco, o São Paulo deve continuar sofrendo e o sonho de voltar a ser campeão é uma realidade distante.
Resta ao torcedor o alento de poder curtir as noites de Libertadores novamente no Morumbi, e a esperança de que exista um planejamento minimamente decente, para que a equipe não continue passando por vexames em campo e resultados positivos comecem a aparecer.

Eduardo Martins 
(É jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 
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