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Leitores - por Ademar Bocalon Rodrigues

Vivendo e aprendendo
15 de junho de 2015
Acho que seria bem melhor dizer”APRENDENDO E VIVENDO”.Até porque sou fã do nosso saudoso “RAUL SEIXAS”,que dizia “esperando a morte chegar”.Só não tenho a boca escancarada cheia de dentes, mas sim a boca escancarada quase sem dentes.
Esta semana, recebi a noticia de que iria para um rancho em Santa Fe do Sul, com a minha familia. Quando recebi a noticia, na quarta feira, já não dormi mais.
Odeio ranchos.Local onde aparecem todos os tipos de bichos e insetos.Vem bicho de toda espécie e qualidade:- formigas,abelhas,pernilongos,aranhas,”bizôrros”, etc..
Para se ter uma idéia, eu estava sentado em uma rede que tinha na varanda do rancho, do meu lado direito, meu neto amado, o “guga”, e do meu lado esquerdo, a minha neta amada, a Lyandra.
Veio um marimbondo enorme, “bem criado”,e picou a minha enorme barriga.Pensei comigo.Que “baita” sorte eu tenho.Podia ter picado as crianças, mas não, eu fui picado, pelo dito cujo.Doeu “pra caramba”.
E êles nem foram convidados
Mas, o que me chamou a atenção, foi o que eu aprendi durante este final de semana.
Aprendi uma nova palavra:-”ANDÁRIO”.
O “guga”, me ensinou esta palavra.
Demorei para entender o que significava.É um caminho que leva até a barranca do rio.
Achei a palavra linda e bastante pertinente, com um entendimento infantil muito exemplar.
Aprendi também, como fazer uma criança de seis mêses, gargalhar, até perder a respiração: -é muito simples. Basta o “guga”, pegar uma garrafa plástica de leite vazia, encher de pedregulhos do rio, e balançar.(um equipamento de alta tecnologia)
O barulho fazia a “minina” rir tanto que até todos nós riamos.
Aprendi também, a rir com meu genro “bigulim”, enquanto jogávamos dominó.Pois minha filha chegou perguntando de quem era o remédio que estava em cima do fogão.Acho que ele riu porque fiquei apavorado, dizendo “É MEU”
Ri muito também, por causa do Renato, meu outro genro, que não gosta de perder no dominó.
Afinal de contas, rancho não é tão ruim.
Aprendi muito.
Valeu a experiencia. Digo isto, para chamar a atenção dos pais,tios e avós, para que aprendam a valorizar estes momentos felizes.Pequenos momentos felizes, pois afinal de contas, a vida é somente uma viajem, e não sabemos quando esta viajem será interrompida.
 
Ademar Bocalon Rodrigues (é corretor de seguros)