jornaldejales@melfinet.com.br
17 3632-1330

Leitores por Ademar Bocalon

Bullying
10 de agosto de 2015
 “Se falas por mera ignorância, perdôo-te, mas, se falas para zombar de minha alta prosopopeia, dou-te com esta metamorfósica bengala no alto da sinagoga, reduzindo sua massa encefálica em simples cadavéricas”.
Esta foi a forma que nosso amado Rui Barbosa, achou para rechaçar o famoso bullying. Esta palavra é muito usada em nossa época, a época da modernidade.
Aproveitando que estamos na semana do recomeço do ano letivo, vale tocar num assunto que eu reputo de grande importância. Hoje em dia, quase todos reclamam de bullying. Entram com ações, fazem o maior escândalo. Não que eu seja a favor do bullying, muito pelo contrário.
Porém, esta prática, o bullying data de muito tempo atrás, que eu vou preferir chamar de gozação.
Eu mesmo sofri todo tipo de gozação. De colegas de escola, colegas de trabalho e até mesmo de professores. Se é que merece ser chamado de professor.
Era um menino extremamente magro, alto e de óculos com mais de 4 graus. Então era chamado de : - quatro olhos, vara de apanhar coco, franzino e até raquítico.
Teve um professor, que certa vez, falou dentro da classe que eu era tão magro, mais, tão magro, que se eu cometesse um erro e fosse cair em mim, eu caía fora. Veja como fiquei marcado pela gozação.
Cabe a nós, pais, educar nossos filhos para que não cometam bullying com os amiguinhos, pois educação vem do berço.
Tomarmos consciência, de que os pais educam e a escola ensina.
Talvez, no futuro não tenha pessoas marcadas com eu através das gozações sofridas na infância.