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Justiça começa ouvir mais de 80 testemunhas no julgamento dos acusados de fraudes no Hospital de Câncer de Jales

Um dos acusados teve sua liberdade provisória decretada no dia 3 de março, sexta-feira, quando decidiu confessar e cooperar com a justiça,
13 de março de 2017
O caso está sendo conduzido pelo juiz Adílson Vagner Ballotti, da 5ª Vara
O juiz da 5ª Vara Judicial de Jales, Adílson Vagner Ballotti, disse que não há previsão de quando deverá ser dada a sentença dos três ex-funcionários do Hospital de Câncer de Jales, acusados de fraudes contra o hospital. 
A audiência de instrução, debates e julgamento começou pouco depois das 14 horas do dia 9 de março, quinta-feira, quando deveriam ser ouvidas cerca de 40 testemunhas de defesa. Outras testemunhas de defesa e mais de 30 de acusação, deverão ser ouvidas nos próximos dias.
O juiz disse ao Jornal de Jales que não se pode falar em prazo para o julgamento quando existe um número tão grande de audiências que pode aumentar, na medida em que for necessário ouvir mais pessoas, sendo que alguns depoimentos deverão ser colhidos em outras comarcas.
Segundo o Ministério Público, o prejuízo para o hospital chega a R$ 788 mil, de acordo com as investigações realizadas pela Polícia Federal de Jales, na Operação Corrente do Bem, deflagrada em setembro do ano passado. Os três ex-funcionários tiveram prisão preventiva decretada em novembro, acusados de estelionato e formação de quadrilha.
Entre os depoimentos previstos para quinta-feira estavam o do presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata, do delegado da Polícia Federal de Jales, Cristiano de Pádua da Silva e do vice-prefeito de Jales, José Devanir Rodrigues, o Garça.

DELAÇÃO
Um dos acusados, L.S.S., de 30 anos, teve sua liberdade provisória decretada no dia 3 de março, sexta-feira, quando decidiu confessar e cooperar com a justiça, conforme informou seu advogado Juliano Matos.
O advogado disse que essa cooperação deverá envolver fatos novos. Seu depoimento, segundo o advogado, vai corroborar os fatos que foram imputados contra ele, que acaba sendo uma testemunha da acusação.
Outro argumento do advogado para solicitar a liberdade provisória foi que a confissão do seu cliente e o auxílio que deverá dar à justiça poderia colocar em risco sua integridade física, pois ele estava preso junto com os outros dois réus. Ao mesmo tempo, o advogado informou que ele está colaborando com o ressarcimento aos danos provocados, inclusive já tendo entregue duas motos à Polícia Federal.