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Juiz converte temporária de Gimenes e mais oito em prisão preventiva

Por Franclin Duarte (De Fernandópolis)
01 de março de 2020
Além da Santa Casa, os presos são acusados de cometer fraudes até no AME de Fernandópolis
O juiz da 2ª Vara Criminal de Fernandópolis, Vinicius Castrequini Buffulin, atendeu à solicitação do delegado responsável pela operação Hígia, Ailton Canato, e converteu a prisão temporária dos nove acusados, que ainda se encontram detidos, em prisão preventiva (sem prazo definido). Dentre os presos está o ex-deputado estadual Gilmar Gimenes (PSDB) e o presidente da OSS de Andradina Fábio Óbici.
Todos os detidos agora devem deixar a Cadeia de Guarani d’Oeste para ocupar celas em presídios comuns da região. Dos 14 presos, cinco já foram colocados em liberdade, dentre eles os fernandopolenses Edilberto Sartin, Antônio Luis Aielo, e João Tarlao, todos ex-conselheiros da Santa Casa. Eles prestaram longos depoimentos e a autoridade policial não pediu a prorrogação de suas prisões.

OPERAÇÃO
Batizada de Higia, em simbologia à deusa grega da saúde, a operação mobilizou, no último dia 17, boa parte do efetivo regional da Polícia Civil para o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão em Fernandópolis, Jales, Votuporanga, Birigui, Araçatuba e Andradina. A Justiça ainda bloqueou parte dos bens dos investigados.
A operação tem base em denúncias de fraudes e crimes de improbidade administrativa na Santa Casa, AME e Lucy Montoro de Fernandópolis. Um inquérito policial foi aberto pela Delegacia Seccional da cidade após uma denúncia formalmente formulada pelo vereador e advogado Murilo Jacob (PL), após ter requerimentos negados pela gestão do hospital.