domingo 20 setembro 2020
Polícia

Juiz converte temporária de Gimenes e mais oito em prisão preventiva

O juiz da 2ª Vara Criminal de Fernandópolis, Vinicius Castrequini Buffulin, atendeu à solicitação do delegado responsável pela operação Hígia, Ailton Canato, e converteu a prisão temporária dos nove acusados, que ainda se encontram detidos, em prisão preventiva (sem prazo definido). Dentre os presos está o ex-deputado estadual Gilmar Gimenes (PSDB) e o presidente da OSS de Andradina Fábio Óbici.
Todos os detidos agora devem deixar a Cadeia de Guarani d’Oeste para ocupar celas em presídios comuns da região. Dos 14 presos, cinco já foram colocados em liberdade, dentre eles os fernandopolenses Edilberto Sartin, Antônio Luis Aielo, e João Tarlao, todos ex-conselheiros da Santa Casa. Eles prestaram longos depoimentos e a autoridade policial não pediu a prorrogação de suas prisões.

OPERAÇÃO
Batizada de Higia, em simbologia à deusa grega da saúde, a operação mobilizou, no último dia 17, boa parte do efetivo regional da Polícia Civil para o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão em Fernandópolis, Jales, Votuporanga, Birigui, Araçatuba e Andradina. A Justiça ainda bloqueou parte dos bens dos investigados.
A operação tem base em denúncias de fraudes e crimes de improbidade administrativa na Santa Casa, AME e Lucy Montoro de Fernandópolis. Um inquérito policial foi aberto pela Delegacia Seccional da cidade após uma denúncia formalmente formulada pelo vereador e advogado Murilo Jacob (PL), após ter requerimentos negados pela gestão do hospital.
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