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JILMAR TATTO, PRÉ-CANDIDATO DO PT AO SENADO

“Não acredito que Datena seja candidato”
20 de maio de 2018
Jilmar Tatto quer unir prefeitos para liberar recursos federais e estaduais
Durante entrevista na redação do Jornal de Jales na tarde do dia 16 de maio, quarta-feira, Jilmar Tatto, um dos dois pré-candidatos do PT ao Senado (ou outro é o ex-senador Eduardo Suplicy) disse que não acredita na candidatura de José Luiz Datena (DEM), afirmando que ele ganha mais de R$ 2,5 milhões por mês e não deixaria de ser apresentador para disputar algum cargo.  Ex-deputado federal e ex-secretário municipal de Transportes de São Paulo, Tatto também afirmou que o PT não tem plano B e que Lula é o candidato do partido para a Presidência da República. Ele também fala de suas propostas para o noroeste paulista, prometendo defender a instalação de um polo da Universidade Federal ou do Instituto Federal em Jales e buscar uma solução para a guerra fiscal que tem levado empresas da região para outros estados, principalmente Mato grosso do Sul. (Luiz Ramires)

Jornal de Jales: O senhor vai disputar uma vaga no Senado com o ex-senador Eduardo Suplicy e deverá ter também na disputa o apresentador José Luiz Datena. Como o senhor vê essa situação?
Jilmar Tatto: Eu vou trabalhar junto com o Suplicy, com material de campanha juntos, ele é mais conhecido que eu, eu vou pegar uma carona com ele. Acredito que temos condições de eleger dois senadores pelo PT. Já o Datena, eu acho que ele não vai ser candidato, eu não acredito que uma pessoa que ganha R$ 2,5 milhões por mês queira ser candidato a alguma coisa. As candidaturas para o Senado ainda estão indefinidas, mas eu percebo que o eleitor quer uma renovação, mas com experiência e eu acredito que tenho muito que mostrar principalmente para a juventude.

JJ: Com a prisão do ex-presidente Lula, o PT está a caminho do fim?
Jilmar Tatto: Como se pode falar em acabar se o PT continua sendo o maior partido do país e o nosso candidato Lula ganharia no primeiro turno, segundo todas as pesquisas? A imprensa fala no fim do PT, mas o que eles querem é acabar com o PT, eles querem que o Lula não seja candidato, mas nós temos um Pelé e nós vamos escalar o nosso Pelé no dia 7 de outubro, que é o Lula.

JJ: Essa é sua primeira visita a Jales. O senhor disse que mesmo como senador teria algumas propostas para o interior de São Paulo e até para esta região. 
Jilmar Tatto: Uma das minhas propostas é montar um consórcio junto com os prefeitos e vereadores para tratar de trazer recursos para esta região, tanto através de emendas parlamentares quanto de ministérios. Também vamos tratar de trazer equipamentos, como uma universidade pública federal, por exemplo.

JJ: Existe em tramitação no Senado uma proposta de instalação de um polo da Universidade Federal em Jales. O senhor apoiaria essa proposta?
Jilmar Tatto: Claro, não só essa, como outras propostas. Essa é minha ideia, de como senador trazer para essa e outras regiões do estado esse tipo de equipamento. Minha proposta mais abrangente é promover o pacto federativo, para fortalecer os municípios e distribuir melhor os recursos federais e estaduais.

JJ: O senhor também se compromete em buscar soluções para a guerra fiscal que é outra questão regional.
Jilmar Tatto: Essa é outra questão que o PSDB deixou de encarar, como se não fosse importante, mas que está criando muito desemprego no estado. Eu pretendo reabrir essa questão da deslealdade que é a disputa pelas empresas entre os estados. A gente não quer uma guerra fiscal, mas um governador, um senador tem que por na mesa, junto com o Governo Federal e estados vizinhos uma proposta para repactuar essa situação. Quando você se omite, você perde empregos. Quando eu falo que quero defender os trabalhadores de São Paulo não estou propondo dividir o país, mas lutar para que as empresas aqui instaladas permaneçam em São Paulo. É preciso repactuar, conversar e nisso o senador pode colaborar. Não podemos deixar, depois de eleito, que as coisas simplesmente aconteçam porque aí os empregos vão embora e a situação se complica. Um governante, um senador tem que ser proativo.