jornaldejales@melfinet.com.br
17 3632-1330

Jesus não queria muito de nós!

A única condição para a assistência divina é o amor e a caridade.
24 de dezembro de 2017
Ualter Otoni Azambuja Neto
Na última mensagem do ano, tentei fazer algo diferente, não escrevendo sobre os vícios ou defeitos do ser humano na vida em sociedade, algo que reflito constantemente. Como um mero aprendiz, das obras divinas, resolvi falar um pouco, sobre esta emoção coletiva, trazida pelo final do ano, escrevendo sobre alguns ensinamentos marcantes que desfrutei que pude desfrutar, como o poder da fé, a importância das reflexões íntimas e o verdadeiro significado do amor.
Em algumas leituras de obras espíritas e católicas, o homem como ser falível, é apenas um aprendiz, que em cada erro, derrota, pode utilizar a sua inteligência e mudar de estratégia. O esforço, a vontade, o desejo de ser alguém melhor é o que move o ser humano. No entanto, diante dos acontecimentos mais infelizes e cruéis, pode ser que iremos, tentar desistir de tudo, mas olhando aos céus, mentalizando os motivos de perseguir, podemos encontrar um novo caminho, uma nova rota, algo diferente do que tínhamos tentado antes. Esta força, este impulso original ou remédio, foi denominado de fé, pois fez surgir em nós, a ideia, esperança e certeza de que vamos atingir nossas finalidades e objetivos.
Dentre as leituras e ensinamentos, sobre a importância da fé, Padre Fábio, me fez refletir, quando disse o motivo de se tornar sacerdote: “Fui padre, para anunciar ao céu”. Com isso, ele quis dizer que você ainda pode mudar seu jeito, ser alguém melhor. Todos temos a oportunidade de degustar a vida de um modo diferente. Vamos buscar algo além do material, como o amor, que é capaz de nos permite saborear a vida que vale a pena ser vivida.
Outro ensinamento magnífico, foi o da obra confissões, de Agostinho, onde ele menciona a necessidade de mergulharmos em nós, para refletir sobre cada defeito e conscientizar-se, do que fazemos de certo ou errado. Pois, segundo o Santo em tela, apenas podemos amar a Deus de modo incomensurável, quando se exercita a autenticidade da alma. Ou seja, o amor a Deus, deve ser no mínimo verdadeiro, pois este ser divino, nos ama mesmo quando não merecemos uma mísera fagulha deste amor.
Por fim, descrevo sobre o Amor, aquele que Deus nos mostrou com os ensinamentos do Cristo. O amor como essência divina, vai muito além do amor por mérito ou admiração, é aquele completa, que traz a nós o que nos falta. Este amor, é o qual resiste a qualquer infelicidade, que perdoa, mesmo que não exista merecimento, pois vê em nosso íntimo que ainda podemos ser alguém melhor.

Ualter Otoni Azambuja Neto 
Acadêmico de Direito: 4ª ANO (Centro Universitário 
Toledo - Araçatuba)