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Jamais tente fazer das crianças “imitações de adultos”

Por Jane Maiolo
01 de setembro de 2019
Jane Maiolo
O século 20 e o 21 são verdadeiras ilustrações das grandes e aceleradas mudanças na sociedade e no modelo comportamental do ser humano. As permanentes crises econômicas, o desemprego, as alterações no conceito de trabalho, as guerras e revoluções, as inovações  ideológicas e tecnológicas, as modificações nas relações e estruturas familiares, a liberdade sexual, a fragilização das figuras paternas e de autoridade, a expansão do universo virtual confinando o homem a uma vida cada vez mais solitária, o uso abusivo das drogas lícitas e ilícitas, a violência urbana, a miséria crescente, enfim, frente a tudo isso, não é difícil constatarmos que vivemos um momento de severas transformações sociais.
O ser humano conquista a liberdade para tornar-se artífice de seu próprio destino, livre do peso das tradições e poderes arbitrários e garantido por uma série de direitos.
A criança ganha notoriedade e passa a ser “percebida” em sua singularidade e presença, porém ainda sentimos muitas dificuldades em lidar com todo esse processo inteiramente natural e ao mesmo tempo desafiador. Os pais nunca sabem onde erraram e se estão acertando na educação dos filhos.
Lógico sabermos que a criança, tem seus direitos, e deve aprender isso, todos os direitos. E não tem apenas direitos. Também tem deveres: em primeiro lugar, o de respeitar as leis da sociedade em que está inserida, cujo os pais têm o dever de lhes ensinar.
Do mesmo modo, é necessário conversarmos com as crianças, ensinando-lhes o seu devido lugar, quando elas têm a pretensão de discutir tudo, a começar pelo que não lhes diz respeito.
Os adultos não têm que dizer tudo às crianças. Têm que lhes dizer apenas o que diz respeito diretamente a elas, suas exigências do momento e as informações pertinentes ao seu psiquismo infantil em franco desenvolvimento.
Sobrecarregar nossas crianças com atividades, informações e superexcitar suas emoções tem um efeito prejudicial na fase da infância, período em que a criança deveria estar sempre protegida, zelada e acolhida no seu desenvolvimento socioemocional.
Jamais tente fazer das crianças adultos em miniaturas, ajude-as a atravessar essa fase, importantíssima, de forma segura e equilibrada, permitindo-as que sejam apenas crianças!
Em verdade, temos que aprender a ensiná-las a ser aquilo que muitas vezes não o fomos!

Jane Maiolo 
(É professora de Ensino Fundamental, formada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Formanda em Psicanálise pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise Contemporânea, Colaboradora da Sociedade Espírita Allan Kardec de Jales. Pesquisadora do Evangelho. Colaboradora da Agenda Brasil Espírita- Jornal O Rebate /Macaé /RJ – Jornal Folha da Região de Araçatuba/SP –Blog do Bruno Tavares –Recife/PE - colaboradora do site www.kardecriopreto.com.br- Revista Verdade e Luz de Portugal, Revista Tribuna Espírita de João Pessoa, Apresentadora do Programa Sementes do Evangelho da Rede Amigo Espírita. Janemaiolo@bol.com.br)