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Jales, a cidade órfã

por Lucas Rossafa
14 de outubro de 2018
Lucas Rossafa (estudante de jornalismo na PUC de Campinas)
Uma semana depois das eleições, é possível afirmar que Jales sai mais fortalecida em relação aos últimos pleitos. Embora continuemos sem expressão política em nível estadual, o sentimento é de agradecimento aos 11.311 votos depositados nos legítimos representantes do município. Luís Henrique Moreira (8.248) e Delegado Sakashita (3.063) personificam a assimilação da ideia de que a cidade realmente necessita de voz ativa na Assembleia Legislativa.
A frustração, por outro lado, é grande. Entre os verdadeiros jalesenses, fica o sentimento de que era a hora da nossa estrela voltar a brilhar. Afinal, já são 44 anos sem um deputado – o último foi o falecido Osvaldo de Carvalho em 1974. Os eleitores, por sua vez, estão longe de ser os grandes responsáveis pelo insucesso no processo eleitoral.
Ao longo dos 45 dias de campanha, notou-se falta de engajamento às candidaturas locais por parte do Poder Executivo e Legislativo. Tal comportamento significou falta de sintonia em relação à ideia iniciada ainda em 2016, nas eleições municipais, quando as lideranças locais organizaram a ‘União por Jales’, processo que culminou na candidatura única de Flá e Garça – chapa única eleita com 19.287 votos.
O esboço traçado anteriormente, devido à ‘derrota’ dupla nas urnas, ainda é uma incógnita para 2020. A esperança é que, nos próximos dois anos, a bandeira da união seja reerguida mais uma vez, na tentativa de recursos para os setores mais carentes. É importante lembrar ainda a necessidade de que o plano se constitua em via de mão dupla.
No momento, se Jales fosse um cidadão, seria o menos favorecido economicamente, sempre em último na fila do pão, sobrevivendo com verbas curtas das emendas parlamentares e à mercê do prestígio dos nossos políticos junto de seus aliados.

Lucas Rossafa
(estudante de jornalismo na PUC de Campinas)