Perspectivas

JALES, 2030

Com a virada de uma casa decimal no calendário dos anos (19/20), além das aspirações de renovação e de um 2020 próspero, tem-se ocasião bastante propícia para reflexões sobre o futuro da nossa querida Jales, que há mais cinco anos muito bem me acolhe. Importante pensarmos sobre seus caminhos para a nova década que se aproxima (2021-2030).
Na vida individual ou comunitária, muitas das benfeitorias e amarguras do presente se devem a boas ou más escolhas que fizemos ou fizeram (por nós) no passado. Assim, é necessário semearmos bem, para colhermos ainda melhores condições, para todos, até 2030.
Se o Simpósio “O Combate à Corrupção nos Trinta anos da Constituição Federal”, realizado em 2018, procurou resgatar um pouco a história da cidade de Jales, com a homenagem ao Dr. Roberto Valle Rollemberg que aqui viveu, e teve destaque nos trabalhos da Constituinte, convém também discutirmos e, na medida do possível, planejarmos os anos do porvir.
Que Jales queremos? Qual cidade seremos capazes de construir nos anos vindouros? É viável um aeroporto com voos comerciais? É factível a vinda de uma universidade federal? Na saúde, lutaremos por um hospital regional, ou fortaleceremos as instituições já instaladas? Em quais serviços teremos excelência?
Conseguiremos tornar o comércio mais atrativo e o parque industrial mais forte, com mais vagas de emprego e melhores condições aos trabalhadores? Conseguiremos avançar, respeitando as leis e praticando a honestidade no dia a dia?
Nesse período, se não houver alterações nas regras eleitorais, teremos três eleições municipais (Vereadores e Prefeito) e duas eleições gerais (Deputados, Senadores, Governadores e Presidente da República). Faremos um representante na Assembleia Legislativa? E na Câmara dos Deputados? Ou já estamos satisfeitos e bem representados nas casas legislativas?
Na arquitetura urbana, preservaremos os parques e os espaços verdes? Conseguiremos organizar uma Cidade Administrativa (como Belo Horizonte/MG) ou uma Cidade Judiciária? Quais equipamentos de cultura e lazer teremos? Quais tecnologias podemos trazer e quais teremos condições de exportar a outras regiões? Tornaremos os governos digitais? Conseguiremos uma cidade inteligente e sustentável (smart city)? As atividades agropecuárias continuarão atrativas e pujantes?
Enquanto radicados em Jales, quais sonhos podemos acalentar juntos? Além do sagrado pão de cada dia, atrás do que nós iremos? Conciliaremos tais avanços com o que se tem de mais rico na cultura, como a tradicional Cavalgada no aniversário da cidade, e na religião, como a Romaria Diocesana, dentre tantas genuínas manifestações comunitárias?
Respeitando na íntegra os seres humanos (de esquerda ou de direita, rico ou pobre, negro, branco ou índio, patrão ou empregado, bilionário ou indigente), tenhamos os pés e o trabalho em 2020, e a cabeça voltada no corredor até 2030. Sem ficar a reboque da vizinhança, faremos jus ao título de Jales, Centro de Região.

José Rubens Plates
(Natural de Marília, reside em Jales desde 2014 e é procurador da República )
Desenvolvido por Enzo Nagata