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JÁ vai longe o tempo em que a previsão dos recursos a serem gastos pelo município provocava polêmicas, reunindo parte da comunidade ...

Contexto
29 de outubro de 2017
JÁ 
vai longe o tempo em que a previsão dos recursos a serem gastos pelo município provocava polêmicas, reunindo parte da comunidade, principalmente de organizações e entidades representativas da sociedade, em busca de informações e para participar das discussões sobre o que seria melhor para a cidade.

HOJE
as audiências públicas para discutir questões como esta só acontecem por obrigação, pois não fosse por imposição legal não teria o menor sentido promover reuniões como a que aconteceu na Câmara, na tarde do dia 25 de outubro, quarta-feira, para  apresentação de como serão aplicados os recursos incluídos no orçamento municipal para 2018, que deverá ser votado, em primeira discussão, na próxima sessão ordinária, dia seis de novembro. 

ATÉ
dá para entender porque apenas vereadores e servidores do Legislativo participaram do encontro, quando se sabe que não há o que discutir, nem antes, nem depois da aprovação de um projeto como esse, simplesmente porque não tem dinheiro e não adianta querer tirar de um lugar para passar para outro, pois sobra muito pouco espaço para isso.

TAMBÉM
se poderia questionar o fato dessas reuniões serem realizadas à tarde, até porque o assunto, apesar da sua importância, no momento não seja tão atraente. Por tudo isso também dá para pensar que mesmo à noite dificilmente alguém se disporia a perder a novela ou o jogo da quarta-feira para um debate pouco produtivo, depois de um dia de trabalho.  

NA VERDADE
esse comportamento só contribui para afastar ainda mais os dirigentes municipais das suas comunidades, pois sem defender suas reivindicações a população acaba dependendo cada vez mais das decisões de gabinete que, por mais bem-intencionadas ou panejadas, nem sempre são aquelas que realmente fazem a diferença para quem mora na cidade.

RECLAMAR
pode até resolver algumas questões menores, mas as conquistas mais importantes só acontecem com muita mobilização, pois os recursos são poucos, mas as demandas são muitas, como todos estão cansados de saber. (LR)