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ITAMAR BORGES:

“Candidatos locais reduziram meu desempenho em Jales”
27 de janeiro de 2019
Itamar: Estou confiante de que as propostas e os projetos do governador João Doria vão dar certo
 O deputado estadual Itamar Borges, vice-presidente estadual do MDB, atribui a expressiva queda de sua votação em Jales às candidaturas de Luiz Henrique Moreira (Podemos) e do Delegado Sakashita (PHS). Mas afirma que não foi só ele e cita a deputada estadual Analice Fernandes (PSDB), que também perdeu muitos votos na cidade. A “onda bolsonarista”, na sua avaliação, teve pouca influência em Jales e em outras cidades da região, embora alguns candidatos desse grupo tivessem grande votação. Nesta entrevista na redação do Jornal de Jales, Itamar faz um balanço das suas atividades como deputado e garante que o fato de ter apoiado o candidato do seu partido, Paulo Skaf e depois o governador Márcio França (PSB), no segundo turno não atrapalhará seu relacionamento com o governador João Doria (PSDB), e seu vice Rodrigo Garcia (DEM) que, como afirmou, vai ser muito importante para a região. Ele também afirma que não é verdade que esteja pensando transferir seu domicílio eleitoral para Jales e abrir um escritório político na cidade. (Luiz Ramires) 

JJ – Qual o balanço que o senhor faz do seu segundo mandato como deputado estadual?
Itamar - O mais positivo possível. Em um período muito difícil da economia do Brasil e no Estado, nós conseguimos tornar viável muitas conquistas para os municípios, as entidades, as Santas Casas de toda a região, onde eu tenho uma atuação política. Também conseguimos alguns avanços importantes através de políticas públicas, de legislação ou de ações políticas através das frentes parlamentares que se tornaram instrumentos de melhoria, na saúde, por exemplo, onde destaco o meu projeto de lei que criou o programa Santas Casas Sustentáveis, garantindo recursos independentemente das emendas ou dos convênios já existentes. Também destaco, na questão tributária, o nosso projeto que ampliou os prazos para recolhimento dos tributos no Estado que antes era o terceiro dia útil após o mês e nós conseguimos prazos de até 75 dias, dependendo do porte da empresa e da sua atividade. Outro, na área de educação foi o Programa de Educação Empreendedora, que já capacitou milhares de professores da rede estadual. E agora, há três dias, o governador João Doria sancionou outro projeto de lei, de nossa autoria, que regulamenta as compras governamentais, garantindo o que a lei federal prevê: que 20% das compras do estado devem ser de micro e pequenas empresas. De um lado você tem resultados importantes e boas legislações, boas políticas públicas e boas ações de frentes parlamentares e do outro lado conquistas que ajudaram os hospitais, prefeituras. Não tem uma só entidade, um só hospital e uma só cidade que tenha uma demanda na área social, da saúde ou da habitação que nós não tenhamos um trabalho com resultados. 

JJ – O senhor apoiou Paulo Skaf, depois Márcio França para governador. Isso não atrapalha seu relacionamento com o governador João Doria?
 Itamar – De forma alguma. São meus amigos de antes da campanha política, tanto João Doria quanto Rodrigo Garcia e Gilberto Kassab. Estivemos em campos opostos, mas não como inimigos. São opções partidárias diferentes. O partido fez uma opção de acompanhar o Márcio França no segundo turno, mas sempre com uma campanha de apoio à candidatura. Em nenhuma campanha e nessa não seria diferente, fizemos campanha para denegrir, destruir imagens, criticar, mas só para construir aquele que apoiamos. 

JJ – A que o senhor atribui a queda da sua votação em Jales?
Itamar – Quando você tem candidatura local e em Jales foram duas importantes, tanto a do Luiz Henrique quanto a do Sakashita que juntos tiveram 12 mil votos no município, isso dispensa comentário. Você pega minha colega Analice Fernandes que teve um impacto fortíssimo, saindo de 10 mil para 3 mil votos e nós a mesma coisa, de 5 mil para 1.500 votos. Foram impactos não pelo eleitor não querer apoiar, pelo contrário, eu até agradeço que 1.500 eleitores de Jales, aproximadamente, optaram em continuar votando em nós, mesmo com duas candidaturas muito próximas, o que é comum nas pequenas cidades. 

JJ – A candidatura de Edinho Filho atrapalhou em Jales ou em outras cidades?
Itamar – Não, o Edinho teve votos praticamente só em São José do Rio Preto. Ele teve um total de 14 mil e poucos votos, sendo 9 mil e pouco em Rio Preto e o restante na região. Você pega, por exemplo, Santa Fé onde ele nasceu. Eu tive 10 mil e ele teve 200.

JJ – É verdade que o senhor pretende transferir seu domicílio eleitoral para Jales e abrir escritório político na cidade? 
Itamar – Existe convite de amigos de forma muito importante nesse sentido, não é a primeira vez, vem desde quanto terminei meu mandato como prefeito de Santa Fé, desde lá eu tenho tido boas conversas nesse sentido, eu tenho um carinho muito grande por Jales, e isso me lisonjeia, mas Jales está dotada de grandes lideranças que eu respeito e quero estar sempre de mãos dadas com todos eles, dialogando sempre, buscando o que é melhor para Jales. Temos o prefeito Flá, o vice Garça e novas lideranças que estão surgindo na cidade. Eu entendo que meu domicílio eleitoral sendo em Jales, em Santa Fé ou em qualquer cidade não vai mudar a minha identidade e o meu vínculo com a região.

Foto: Josiane Bomfim