Observatório

Insustentável

Voltei!  E 2014 passou rápido. E eu sei porquê. O planeta Terra está girando mais rápido ao redor do Sol. Nosso planeta está mais leve. De acordo com os Vigilantes do Peso, os brasileiros participantes do programa perderam 377 mil quilos em 2014. Caramba! Mais de 25 mil arrobas. Háháhá. Essa é a verdadeira insustentável leveza das pessoas. Provavelmente vão voltar a engordar. Háháhá. Inveja mata. Eles perderam e eu achei boa parte disso. Háháhá
Para mim foi um final de ano difícil. Difícil por conta dos mais de 40 dias os quais meu pai esteve na UTI da Santa Casa de Jales e depois, vários dias no quarto até seu falecimento. Eu sempre achei clichê dizer que alguém “descansou” quando do seu falecimento, mas agora sei o que isso significa. Meu pai descansou mesmo.
E não há como não elogiar a fantástica equipe da nossa Santa Casa. Médicos e funcionários que cuidaram do meu pai foram sempre atenciosos, carinhosos e prestativos. Nem dá para citar nomes. Seria uma injustiça esquecer alguém. Só vou mencionar o nome da enfermeira que cuidou do meu pai em casa, antes de sua internação e que pernoitava com ele no hospital. Milaine é o nome dela. É uma pessoa diferenciada. Nasceu para essa profissão. É competente e iluminada. Eu não entendo como essa moça não trabalha na Santa Casa ou no Hospital de Câncer.
E até no sofrimento de um quarto de hospital a gente às vezes dá risadas para não chorar. Por conta da necessidade da presença de um acompanhante o tempo todo, nós nos revezávamos junto ao meu pai. E as histórias são muitas. Como meu horário de acompanhante era o das manhãs, eu sempre chegava na hora do banho dos doentes ali internados, a grande maioria idosos. E ao chegar, o número de idosos seminus na fila do banho era grande. Um dia uma senhora tentava levantar o pai da cama para coloca-lo na cadeira de banho. Então ela me pediu para que segurasse a cama para que a mesma não se movesse e facilitasse colocar o senhorzinho na cadeira. E ela dirigiu-se ao pai e disse que estava difícil move-lo na cama. Olhando para mim o velhinho disparou: “Também, aquele vagabundo não ajuda”. Háháhá.
E Papai Noel caprichou esse ano. Aliás, ano passado. A Maria Alice, minha filha número 2, ganhou um gatinho de presente. Agora o tal filhotinho faz companhia ao nosso gato-galã, o Mimo. Aliás, o Mimo não está muito satisfeito com o novo morador aqui de casa. O gatinho, já batizado de Timtim, quer brincar o tempo todo. O Mimo, já um senhor, nem sempre está com paciência. E o Timtim não tem desconfiômetro. Háháhá. É só alegria.
Por falar em gatos, me lembrei de uma frase do Sr. José, eletricista que presta serviços aqui no CCAA. Segundo ele, se você quiser conhecer uma pessoa, observe como essa pessoa se relaciona com animais. Ou nas palavras dele: “Quer conhecer um sujeito é só ver como ele lida com as criação. Gente que maltrata criação não vale nada”. Sabias palavras, Sr. José. Háháhá.
Por hoje é só. Tchau!

Fábio César Fiorani
Professor de Inglês, graduado pela FAI-Jales e pós-graduado em Língua Inglesa pela UNESP de São José do Rio Preto - Franqueado CCAA em Jales.
jales@ccaa.com.br

 

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