jornaljales@gmail.com
17 3632-1330

Índice Firjan se mantém como bom em Jales

GESTÃO FISCAL
10 de novembro de 2019
Jales alcançou pontuação máxima em autonomia, mas foi mal em investimentos e liquidez
Por Luiz Ramires

Com índice 0,6605, em 2018, Jales ficou em 906º lugar entre os 5.337 municípios do país, no IFDM – Índice FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) de Desenvolvimento Municipal sendo que no Estado de São Paulo ficou na 158ª posição, em relação aos 631 municípios. 
Em nível nacional, o índice ficou bem próximo ao do ano passado quando o município registrou pontuação de 0,6650, bem maior que em 2016 quando foi o mais baixo registrado até agora: 0,4450. Em 2015 ficou em 0,5580, em 2014, em 0,4704 e em 2013 em 0,6087. Esse índice coloca Jales entre os 1.593 municípios com gestões classificadas como boas ou ótimas.
Este ano o IFGF em Jales destaca o item autonomia que ficou com 1,000, ou seja, a nota máxima medida pelo índice, seguido dos gastos com pessoal (0,7502), sendo que nos dois outros índices medidos pelo IFGF o município teve avaliações baixas: 0,4040 em liquidez e 0,4880 em investimentos.
Na região, Jales ficou na frente de Fernandópolis (0,5643) e atrás de Votuporanga (0,6854), Santa Fé do Sul (0,6934) e São José do Rio Preto (0,8224).

AVALIAÇÕES
O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal é um estudo do Sistema FIRJAN que acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de todos os mais de 5 mil municípios brasileiros em três áreas de atuação: Emprego & renda, Educação e Saúde. Criado em 2008, ele é feito, exclusivamente com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde.
O IFGF varia de 0 (mínimo) a 1 ponto (máximo) para classificar o nível de cada localidade em quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4 a 0,6), moderado (de 0,6 a 0,8) e alto (0,8 a 1) desenvolvimento. Ou seja, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento da localidade.

SITUAÇÕES
Alguns dados importantes em relação a 2018 entre os municípios analisados revelam que 1.856 não se sustentam, porque a receita local que geram não é suficiente para cobrir os gastos com a própria estrutura administrativa e com a Câmara de Vereadores. Na média, esses municípios gastaram em 2018, R$ 4,5 milhões com estas despesas, mas só tiveram receita local de R$ 3 milhões.
O item Gastos com Pessoal é outra situação problemática, indicando que  que metade do país está em situação crítica, gastando acima do limite com seus recursos humanos. São 2.635 municípios no limite de alerta nos gastos frente à Receita Corrente Líquida. No indicador de Investimentos, 47% dos municípios apresentaram nível crítico e investem em média apenas 3% da receita.