Saúde

Incontinência urinária atinge mais de 10 milhões de pessoas no Brasil

Tossir, espirrar, rir ou simplesmente caminhar, pode ser estressante para quem tem que conviver, diariamente, com a incontinência urinária.  Este problema, caracterizado pela perda involuntária de urina, afeta homens e mulheres de diferentes faixas etárias, comprometendo a qualidade de vida, a autoestima e até o convívio social. Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) no ano de 2019, mais de 10 milhões de pessoas sofrem com este distúrbio no Brasil.

Para alertar as pessoas de que há formas de prevenir, tratar e amenizar esta condição, 14 de março foi estabelecido como o Dia Mundial da Conscientização sobre Incontinência Urinária. A enfermeira estomaterapeuta Vanessa Romano explica que além das consequências físicas, pessoas que sofrem de incontinência, muitas vezes, perdem a qualidade de vida ao se privarem de atividades simples por receio do escape involuntário de urina.

“A incontinência urinária influencia em vários aspectos na vida dos pacientes, como emocional, sexual, social e psíquico. Nosso papel, enquanto profissionais da área de saúde, é alertar que perder xixi não é uma condição normal, mas, sobretudo, que existem maneiras de melhorar o bem-estar dessas pessoas, principalmente, com o diagnóstico precoce”, diz Vanessa.

Apesar da incontinência não ser um problema só das mulheres, elas são as mais atingidas, sendo que 35% apresentam o distúrbio após a menopausa, de acordo com a SBU. “O principal fator é o enfraquecimento da parede pélvica, que ocorre, principalmente, com o avanço da idade ou por causa de esforço, como no caso do próprio parto, por exemplo. Para prevenir ou tratar a incontinência a paciente deve fazer exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico”, afirma a estomaterapeuta.

Ainda de acordo com a enfermeira, além de exercícios para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, alguns hábitos podem ajudar a prevenir a perda de urina, como praticar atividade física leve, evitar álcool e cigarro, controlar diabetes e pressão alta.  

 

Por Francielle Souza 

ATNZO

Desenvolvido por Enzo Nagata