segunda 21 setembro 2020
Especial

INCLUSÃO

Exatamente 48 horas antes da comemoração do Dia Nacional da Síndrome de Dow, na segunda-feira,  21 de março, os convidados para o casamento da fisioterapeuta Ana Letícia Colombo com  João Paulo Campaneri, analista sóciocultural da Diretoria de Ensino de Jales,  sábado, dia 19 de março, na Catedral,  tiveram uma aula ao vivo sobre o assunto.
Tudo porque, por sugestão da noiva, dois dos quatro pajens escolhidos eram duas crianças, ambas de oito anos, portadoras de Síndrome de Down. Uma delas, Gabi, de Jales e o outro, Tiago, de São José do Rio Preto.
Ouvida pelo Jornal de Jales, Ana Letícia explicou: “não fizemos de propósito. Tínhamos quatro pajens, colocamos por idade.O Tiago porque conheço os pais dele há quase 20 anos. A Gabi é minha paciente aqui na clínica.”
E continuou: “adoramos o resultado porque as pessoas gostaram. A inclusão é muito importante para nós. Tenho muita amizade tanto com a mãe da Gabi quanto com a mãe do Tiago. E sei o quanto elas lutam por isso. São crianças que amamos muito. Estão dentro do nosso convívio e que, para nós, não nenhuma diferença”
 Ana Letícia também explicou como é o trabalho de um fisioterapeuta com 
uma criança portadora de Down, como Gabi: “o fisioterapeuta ajuda muito no tratamento. Realizo com ela exercícios de pilates, treino de marcha, propriocepção (ganho de força e equilíbrio. Tivemos uma grande evolução,que pode ser constatada a todo momento. Eles evoluem muito bemao tratamento e aos estímulos. Ambo trabalhar com a Gabi. Só não trabalho com o Tiago porque não moramos na mesma cidade”.

PARECIA A NOIVA  
O cirurgião dentista Peterson Pastorelli e a esposa, a médica Patrícia Kitayama Pastorelli, disseram ao J.J. que ficaram muito feliz pela consideração que os noivos tiveram com a filha Gabi, pela emoção que ela sentiria ao ter posição de destaque na cerimônia. “No dia até parecia que a noiva era a Gabi de tão ansiosa que ela estava!” 
Sobre a reação do casal quando descobriram que a filha tinha Down, Peterson e Patrícia admitiram: “não tem jeito,a notícia sempre cai como uma bomba. Mas, felizmente foi um segundo de choro e uma eternidade de alegrias. A Gabi é uma pessoa muito iluminada, sempre de bom humor”
Sobre o objeto desta matéria, a inclusão socia, Peterson e Patrícia garantem é tratatada como qualquer criança:tem hora para dormir, comer, leva bronca, tem que ir na escola e fazer suas tarefas. Ela frequenta uma escola padrão, convive com todo tipo de pessoas e participa de todas as atividades sociais compatíveis com a rotina de  uma criança”.
A rotina de Gabi , explica o casal, é muito puxada porque realiza atividades de apoio, fisioteratia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, aulas de reforço. Também faz aulas de natação e música, tudo para melhorar seu desenvolvimento”. E observam: “por incrível que pareça, ela tira tudo isso de letra!”.

DEMONSTRAÇÃO DE CARINHO
O convite para que o filho Tiago tivesse participação no casamento foi recebida da melhor maneira possível, comenta  Tarsila Volponi, de São José do Rio Preto, mãe do menino. “Sou amiga da Ana Letícia desde 1998.A Ana acompanhou toda a gestação do Tiago,praticamente viu o Tiago nascer. Eu sempre brinco que a Ana mima demais o Tiago. Não somente ela, mas a família toda: dona Cidinha, seo João,a Ana Flávia”
E resume: “o convite foi uma participação de carinho”
Sobre inclusão social, ela é incisiva: “a inclusão social é maior do que isso. É participar da vida em sociedade como todos os outros. Por isso brigamos tanto para evitar preconceito, um olhar torto que as pessoas costumam ter, achar que são coitadinhos”.
Ela acha que a participação no casamento não foi pelo fato de seu filho ter Down, mas pela Ana Letícia gostar muito dele.
Tarsila admite, porém, que ao receber a notícia de que Tiago tinha Down “foi um baque’. Mas, pondera: “Tendo o Tiago, eu consigo exercer a maternidade da forma mais plena possívelk”
Rejeitando o estigna de que crianças portadoras de Dow são especiais, ela arremata: “não é o fato de ter Down que o torna uma criança especial. Ele é especial porque é meu filho. O Tiago foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida”.

Eles são anjos, diz Laura Lima

Sempre tive facilidade em atender pessoas especiais, tenho carinho, respeito, e quando me procuram, me sinto privilegiada, pelo fato de saber que meu trabalho pode de alguma forma influenciar positivamente na vida dessas pessoas tão amadas.
Eu tenho experiência para falar com exatidão da Síndrome de Down, porque nesses anos todos de carreira, atendi dezenas. O DOWN passa de um ser humano, são anjos, e mães que  geram filhos com essa síndrome,eu digo que são escolhidas e abençoadas. Essas criaturas de Deus são dóceis, amigas, inteligentes, sensíveis. Eu só tenho a agradecer essas  e dizer que cada momento que passo com elas, eu aprendo um pouco de como deve ser exercido o amor.

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