segunda 21 setembro 2020
Arquibancada

Ídolo eterno

Maior ídolo da história do São Paulo, Rogério Ceni foi ao Morumbi pela primeira nesta última semana para enfrentar seu ex-clube e foi recebido com homenagens que representam o seu tamanho para a história do Tricolor. Mesmo sem a presença dos torcedores nas arquibancadas, o ídolo foi recebido com bandeiras, faixas e vídeo especial com direito a música Hells Bells, do AC/DC, canção apreciada pelo ex-goleiro.

Ícone do São Paulo e do futebol mundial, Ceni chegou a equipe paulista em 1990, aos 17 anos, e começou a atuar nas categorias de base. Após sete anos de espera, assumiu a titularidade, logo se tornou dono da faixa de capitão e permaneceu absoluto até 2015, quando se aposentou aos 42 anos.

Nesses 25 anos, foram 1.237 jogos, 16 títulos oficiais pelo Tricolor, 131 gols marcados e diversas marcas que foram até para o Guinness Book. Com excelente posicionamento embaixo das traves e reflexo apurado, o camisa 01 foi um dos primeiros arqueiros a mostrar habilidade com os pés, se tornou grande cobrador de faltas e pênaltis, e se consagrou como um dos maiores arqueiros da história do futebol.

Na seleção, o brilho não foi tão grande em uma geração espetacular com Marcos, Dida e Júlio César. Mesmo assim, Ceni esteve presente, como reserva, nas Copas de 2002 e 2006 e é um dos 23 atletas pentacampeões mundiais.

Competitivo e vencedor, o ex-goleiro iniciou a carreira de técnico em 2017 e assumiu o São Paulo logo de cara. Em meio ao momento turbulento do clube, encontrou dificuldades, não fazia um trabalho ruim e acabou demitido de forma covarde pelo presidente Leco.

Em 2018 veio o recomeço e o ídolo Tricolor assumiu outro Tricolor: o cearense. No comando do Fortaleza, perdeu o campeonato estadual no início do ano, mas depois levou a equipe de volta à primeira divisão do futebol nacional e, de quebra, conquistou a Série B, o primeiro e único título nacional da história do clube. No ano seguinte, garantiu o título cearense e fez história com a conquista da Copa do Nordeste.

Analisar o currículo de Rogério Ceni é aplaudir um gigante do futebol e as homenagens feitas pela torcida do São Paulo são mais do que merecidas. Apesar da injustiça do presidente Leco com o ídolo em 2017, o ex-goleiro precisa ser lembrado para sempre no São Paulo e certamente voltará a treinar o clube do seu coração. A cada dia o retorno se aproxima.

Eduardo Martins

 (jalesense, aluno do 4° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 

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