Editorial

Hora da virada

O ano que está terminando foi completamente atípico, razão pela qual o mundo não será mais o mesmo. Um inimigo invisível e traiçoeiro, o coronavírus, vem desafiando todo o conhecimento de epidemiologistas, infectologistas e demais especialistas em ciências médicas, virou do avesso a face da terra.  

Desde março quando a Organização Mundial de Saúde reconheceu oficialmente que o planeta estava sob estado de pandemia, os usos e costumes de habitantes de todas as partes do globo terrestre tiveram que passar por radical transformação.

Se há 10 anos alguém dissesse que algum dia seria obrigatório usar máscaras ou higienizar as mãos como auto-defesa para se prevenir de eventual contaminação e que aglomerações em eventos esportivos e sociais estavam terminantemente proibidas, certamente seria tachado de louco.

Mas, foi o que aconteceu. Até um simples abraço, expressão maior de carinho e afeto entre seres humanos, tornou-se gesto banido do convívio social.

“Fique em casa” virou recomendação recorrente dos cientistas e, de sua parte, apavorados com a disseminação do vírus, governantes em nível estadual e municipal limitaram o funcionamento das empresas às chamadas atividades essenciais como supermercados e farmácias.

Apesar de todos esses cuidados, o placar é tétrico. Cerca de 200 mil brasileiros foram a óbito. Em nível local, até a antevéspera do Natal, 71 jalesenses enlutaram as respectivas famílias.

O consolo é que exatamente quando um novo ano desponta no horizonte, renascem as esperanças com o surgimento de vacinas seguras e eficazes mundo afora, inclusive no Brasil.

Talvez este fato não seja por acaso. Nós, cristãos, que acreditamos em um Princípio Criador, sabemos que, entre outros, a esperança foi o grande legado daquele que veio ao mundo ensinar a humanidade a ser feliz.

Feliz Ano Novo!


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