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Homicídio por atropelamento na Estrada da Uva continua sendo investigado

por Luiz Ramires
14 de janeiro de 2018
Durante entrevista, os policiais contaram como tudo aconteceu
Continua repercutindo entre a população de Jales e principalmente de Urânia, a prisão, no dia 10 de janeiro, quarta-feira, de dois primos acusados de terem atropelado e matado Célio José da Silva, de 34 anos, com uma caminhonete, na Estrada da Uva, por volta de meio dia do dia 5. O delegado de Urânia, Nilton Moreira Cangussú informou que a polícia continua investigando e ouvindo outras pessoas e novos fatos poderão ser juntados ao longo do inquérito montado para apurar o caso com detalhes. 
O atropelamento foi provocado quando os dois que estavam na caminhonete viram Célio e depois de passarem por ele resolveram voltar e jogar o veículo sobre o mesmo. Eles disseram que retornaram e constataram que o atropelado ainda estava vivo, pois respirava. Decidiram socorrê-lo à Santa Casa de Jales, mas no trevo da cidade verificaram que a vítima não apresentava mais sinais de respiração. Com medo das consequências, decidiram ocultar o corpo em um canavial no Córrego Comprido, em Urânia, onde cavaram um buraco de aproximadamente um metro de profundidade e depositaram o corpo.
O delegado seccional de Jales, Charles Wiston de Oliveira, explicou que C.P. e seu primo L.P.P., ambos de 31 anos deixaram o corpo no canavial na sexta-feira e voltaram para enterrar no dia seguinte. Pessoas que viram o corpo sendo colocado na caminhonete avisaram a polícia dizendo que não sabiam se o homem estava morto e também não conheciam os dois rapazes. Policiais da Delegacia de Investigações Gerais foram até o local e encontraram manchas de sangue e vestígios do para-choque da caminhonete, quando começaram as investigações. 

AGRESSÕES
Ao serem presos, os dois acusados confessaram o crime e disseram aos policiais que Célio foi morto porque tinha agredido a irmã do condutor da caminhonete, com quem ele teve um caso amoroso, e seus pais. As agressões aconteceram no dia 2, quando Célio foi até a casa da moça e tentou reatar o namoro. Como ela não aceitou, ele começou a agredi-la. Ela fugiu e o homem passou a agredir seus pais, ameaçando matar todos, segundo relato da família que registrou a ocorrência.
Os policiais chegaram até os dois acusados depois de receberem uma denúncia anônima, quando foram até uma oficina mecânica, onde encontraram a caminhonete, uma Mitsubishi Triton L200 prata, com manchas de sangue. O veículo foi levado para aquela oficina para troca do para-choque. Eles se apresentaram na Delegacia de Urânia onde contaram ao delegado Nilton Cangussu como tudo aconteceu. O delegado disse que a princípio tentaram negar, mas depois acabaram confessando.

AGILIDADE
O delegado titular da DIG, Sebastião Biazi informou que a polícia só conseguiu localizar o corpo de Célio com a ajuda dos dois acusados. O corpo já estava em estado avançado de decomposição, mas foi levado para exames no Instituto Médico Legal de Fernandópolis. O corpo foi enterrado no sábado, em uma cova profunda que exigiu o serviço de uma retroescavadeira.
O delegado seccional destacou o trabalho dos policiais lembrando que foi um caso complicado, especialmente por se tratar de um crime brutal contra a vida, mas que teve resposta rápida, com acompanhamento dos investigadores buscando informações até se chegar à oficina e daí aos dois acusados.
Os dois autores foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Por terem se apresentado espontaneamente à polícia e por não se tratar de situação de flagrante, foram liberados, sob compromisso, pelo delegado Cangussú. 
O delegado informou que a vítima apresentava diversas passagens policiais no estado de Minas Gerais e segundo sua ex-namorada, esteve recentemente internado em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, de onde conseguiu fugir.