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Historiadora transforma história da família em livro

MEMÓRIA
21 de julho de 2019
Ana Eduarda fotografada na redação do Jornal de Jales diante do quadro do pintor primitivista Armando Pereira, que retratou a antiga Facip, presidida seis vezes por seu avô paterno Pedro Pupim
Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá em 2018, a jalesense Ana Eduarda Bazzo Pupim resolveu transformar sua formação acadêmica em alavanca para contar a história da família. 
O resultado foi o livro “Memórias da família Bazzo Pupim”, com 170 páginas, baseado em depoimentos colhidos ao longo de dois anos.
Ana Eduarda, filha de Rosei Cleer Bazzo Pupim e do empresário Júlio Cesar Pupim, é estudante de Direito na Unicesumar e acumula vistoso currículo fora das salas de aula. 
Ela morou um ano na Suiça de agosto de 2012 até julho de 2013, como intercambiária do Rotary, fez curso de Inglês na Universidade de Limerick, na Irlanda, além de uma série de cursos de extensão referentes à graduação que vai concluir em 2021. 
Ela foi entrevistada pelo Jornal de Jales (D.R.J.)

J.J. - Por que você resolveu escrever um livro sobre a família?
Ana Eduarda - A ideia de escrever o livro surgiu de um projeto feito durante meu curso de História, na aula de História da Alimentação. A professora Ana Lucia pediu para que fizemos entrevistas com nossos familiares sobre a alimentação e vida em sua infância. A partir destas entrevistas eu percebi que tinha uma vasta documentação de história oral e oficial, então eu resolvi escrever um livro de memorias da minha família, para que essas histórias não se percam com o tempo. 

J.J. - Quanto tempo foi necessário para concretizar o projeto?  
Ana Eduarda - Demorei 2 anos para sua total conclusão, comecei no ano de 2016, com um esboço, deixei parado por um tempo e no meio de 2018 resolvi de forma mais intensa finalizar como um encerramento da vida acadêmica em História.  

J.J. - Quais as fontes que você consultou?
Ana Eduarda - Utilizei de fontes fotográficas, do acervo pessoal da nossa própria família, jornais locais, como também, o livro O trem da minha cidade, de autoria de  Rui Rodrigues de Souza, de Jales, como um guia para minha pesquisa.

J.J. - Os entrevistados sabiam que você estava coletando dados para a edição de um livro?
Ana Eduarda - Não, aos entrevistados eu disse que era um projeto da faculdade que precisa entrevistar meus familiares. E entreguei o livro pronto, como um presente e surpresa. 

J.J. - Como tem sido a reação de seus familiares?
Ana Eduarda - Todos ficaram muitos contentes e orgulhosos de ver a sua vida e memoria contadas por um ente querido de forma a preservar a história da família para a posterioridade.