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Golpistas contra políticos presos pela Polícia Federal de Jales são condenados em Rio Preto

Os três foram presos em Rio Preto, depois de denúncia de dois políticos da região que suspeitaram da ação do grupo. Eles procuravam políticos e afirmavam que tinha dinheiro de caixa 2 de campanhas eleitorais.
16 de julho de 2018
O promotor Julio Sobottka, que denunciou os golpistas à Justiça
Três pessoas presas pela Polícia Federal de Jales em maio de 2014 foram condenadas pelo juiz da 5ª Vara Criminal de Rio Preto, Cristiano Mikhail,  a dois anos e três meses de prisão por estelionato e associação criminosa. Os três foram denunciados pelo Ministério Público por aplicar golpes em políticos, inclusive na região. A pena será cumprida em regime aberto. Os condenados são José Marcos Morau, Anunciada Chistiane Queiroz de Macedo e Francisco Bugarin Barbosa.
Os três foram presos em Rio Preto, depois de denúncia de dois políticos da região que suspeitaram da ação do grupo. Eles procuravam políticos e afirmavam que tinha dinheiro de caixa 2 de campanhas eleitorais. Eles se apresentavam como assessores de deputados federais e senadores e faziam a proposta de comprar dólares em valor bem acima ao de mercado. A oferta chegava a R$ 4 por cada dólar, sendo que a cotação era de cerca de R$ 2 na época.

DINHEIRO FALSO
A Polícia Federal de Jales apreendeu R$ 600 mil com o grupo, entre dinheiro falso e verdadeiro. Também foi encontrada agenda com 127 nomes de políticos da região de Rio Preto, Barretos e de Minas Gerais. A relação tinha nomes de políticos de 63 cidades, entre as quais Fernandópolis, Votuporanga, Guapiaçu, Olímpia e José Bonifácio.
Reportagem publicada no Diário da Região informa que as vítimas que acreditavam nos golpistas conseguiam valores de 50 mil a 250 mil dólares para trocar por reais, segundo apuração da Polícia Federal. O golpe consistia em entregar dinheiro falso em troca dos dólares. Para enganar os políticos, eram colocadas cédulas verdadeiras de real apenas nas extremidades dos pacotes de dinheiro. A operação foi batizada de “Mala Preta” em alusão à cor de mala de dinheiro apreendida com o grupo. Um dos presos, Bugarin, era investigador de polícia no Rio de Janeiro. Um candidato a vereador de Mirassol e outro de Guaíra, na região de Barretos, caíram no golpe em 2012.
A Justiça de Rio Preto também determinou leilão de veículos que foram apreendidos na ocasião da operação. O processo tramita em sigilo. A condenação foi publicada no “Diário Oficial de Justiça” nesta quarta-feira, 11.

AMPLIAÇÃO
Ainda segundo o jornal riopretense, o promotor que ofereceu a denúncia contra os três, Julio Sobottka afirmou nesta quarta que ainda precisa tomar ciência do conteúdo da decisão para avaliar se entra com recurso para que a condenação dos três criminosos seja ampliada. “Quando tomar ciência, vou analisar se é caso de entrar com recurso”, disse.
Os três condenados ficaram presos até dezembro de 2014. Eles conseguiram deixar a prisão em dezembro de 2014 após decisão favorável a recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Os três também podem recorrer da decisão. Os advogados do trio não foram localizados para comentar a sentença.