sexta 05 junho 2020
Arquibancada

Glória do tetra

Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho; Bebeto e Romário. Essa é seleção brasileira que entrou em campo diante da Itália, no dia 17 de julho de 1994, no Estádio Rose Bowl, em Los Angeles, e garantiu o tetracampeonato mundial.

Em meio ao isolamento social e a suspensão de todos os campeonatos espalhados pelo mundo, a Globo transmite essa partida hoje, às 16h, em uma excelente oportunidade para o torcedor brasileiro rever uma equipe que marcou época com jogadores históricos.

Há 24 anos sem saber o que era ganhar uma Copa do Mundo, a equipe comandada por Carlos Alberto Parreira quase não se classificou ao Mundial, mas quando chegou aos EUA tudo começou a andar de forma diferente. Um dos maiores atacantes da história do futebol, Romário formou dupla letal com Bebeto e foi decisivo diante de todos os adversários.

Na estreia, o baixinho já apareceu e balançou as redes na vitória por 2 a 0 diante da Rússia. Ainda na fase de grupos, o Brasil venceu Camarões e empatou com a Suécia, ambas partidas com gols do camisa 11. Nas oitavas de final, o adversário foi o EUA, time da casa, e a seleção sofreu para vencer uma partida duríssima por 1 a 0, agora com gol de Bebeto. No confronto seguinte, foi a vez de enfrentar a Holanda e Branco garantiu triunfo emblemático por 3 a 2. Já entre os quatro melhores do Mundial, na semifinal o time de Parreira encarou a Suécia e venceu por 1 a 0, mais uma vez com gol de Romário.

No confronto decisivo, no Rose Bowl, não existia favorito, ainda mais com um time italiano recheado de craques como Baresi, Maldini, Dino Baggio, Donadoni, Roberto Baggio, Massaro e o mestre Arigo Sacchi. Apesar disso, o Brasil tinha uma seleção guerreira, Bebeto e Romário para decidirem no ataque e um dos maiores goleiros da história do futebol; Cláudio Taffarel.

Após uma partida pegada, o 0 a 0 permaneceu no placar e o brilho do arqueiro brasileiro apareceu nos pênaltis. Com o placar empatado por 2 a 2, o camisa 1 defendeu a cobrança de Massaro e ainda viu Roberto Baggio isolar a bola na última oportunidade italiana, garantindo o tetra do Brasil.

Poder rever essas cenas é algo que emociona, principalmente para quem ainda não era nascido na época. Em uma das Copas do Mundo mais difíceis para a seleção nacional, o Brasil fez história, saiu da seca de 24 anos e ídolos como os que marcaram época em 1994 precisam ser lembrados para sempre.


Eduardo Martins

 (jalesense, aluno do 4° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 

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