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Gestora cassada

A HERANÇA DA CASSAÇÃO
10 de março de 2015

A nossa Jales chegou ao ápice de sua política, a nossa gestora foi cassada.
Confesso que durante esse tempo tinha minhas desconfianças de que isso iria acontecer, mas não imaginava à proporção que isso se tornaria a nível regional e nacional através dos nossos meios de comunicação.
Até que enfim ficamos conhecidos, infelizmente pela incompetência administrativa, e perdemos a oportunidade de ter vendido uma imagem de uma cidade encantadora de progresso e prosperidade.
Estamos colhendo os frutos de uma eleição onde faltou aos nossos líderes políticos a capacidade de realizar uma análise profunda em torno de uma união séria e competente que era o anseio que a cidade clamava há vários anos, mas pelas vaidades e interesses comuns as lideranças se dividiram e, como diz o ditado, “deu no que deu”.
Essa conta deverá ser paga não somente pelos políticos, mas sim de todos nós, cidadãos, que através da nossa opção, estamos colhendo aquilo que foi plantado na ultima eleição.
Não faltou aviso.  Eu, por exemplo, em todos os meus artigos aqui publicados, elenquei propostas e projetos que poderiam alavancar nossa economia, a criação de empregos, um comercio mais pujante e atraente para que pudéssemos retomar o título verdadeiramente de centro de região.
Sejamos sinceros, o centro de região seria hoje a nossa vizinha cidade de Fernandópolis, que ostenta com orgulho um centro educacional forte e pujante. Seria também Votuporanga, cidade bem desenvolvida, com indústrias geradoras de emprego, educação avançada e com uma econômica elevada em relação às demais da região.
Mas, por questão de “bairrismo”, elegemos a cidade de São José do Rio Preto distante aproximadamente 150 km como nosso centro de região, nossas compras, shoppings, e a área de saúde principalmente.
Faltou-nos competência para evitarmos essa “tragédia”, pois se achamos que cassar a gestora foi a solução de nossos problemas, estamos enganados, pois teremos uma chuva de liminares, denúncias e não haverá certeza de quem fica ou quem volta, e a cidade continuará esquecida, e como diz novamente o ditado, “a Deus dará”. Marchamos para a metade da administração e o gestor que tomou posse está inseguro diante desse cenário e com razão, pois, não sabe se fica ou sai, e tem pouco tempo para organizar e se posicionar no comando de uma cidade que se encontra esfacelada, abandonada, e totalmente sem rumo.
E para ajudar tudo isso, chegou à crise no Legislativo. Vai nos custar caro isso também, mas é melhor deixar esse assunto para outro artigo ou matéria, vai dar muito que falar.

 Osmar Gabriel
RG 8.320.382