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Garça defende diálogo com sociedade civil para revitalizar município

Entrevista da Semana com Garça
16 de janeiro de 2017
Vice-prefeito Garça: “quando começarmos a resolver alguns problemas, a população terá mais esperança”
O vice-prefeito José Devanir Rodrigues (PMDB) defende com unhas e dentes a idéia de um diálogo permanente entre a Prefeitura e a iniciativa privada, cuja participação não tem faltado em movimentos que visem a, melhoria da cidade. 
Ele fala com conhecimento de causa. Nos anos 80, foi presidente da Apae. Também foi presidente da Facip. Nos anos 2000, foi  provedor da Santa Casa.
“Em todos esses cargos que exerci, nunca me faltou apoio dos empresários e da população de forma geral”, acrescentou.
Agora, ele acha que a atual administração deve aprofundar esse diálogo, o que   produzirá um caldo de cultura que vai resultar na elevação do astral da população.
Eis a síntese da entrevista que ele concedeu ao Jornal de Jales...(D.R.J.)    

J.J. -  Vice é cargo de expectativa, mas durante a campanha, Flá, o candidato a prefeito, garantiu que o senhor não seria um vice decorativo. O senhor está participando da administração?
Garça - Sim, já tenho participado desde o período de transição, me inteirando da real situação da prefeitura, bem como das questões que teremos que dar prosseguimento (incluindo TACs) e assuntos mais urgentes que deverão ser atacados. (asfalto) Também tenho trocado ideias com o Flá na discussão de decisões a serem tomadas, bem como na formação do secretariado.    
 
J.J. -  De que maneira o senhor pretende contribuir para alavancar o desempenho da administração?
Garça -Eu já me coloquei à disposição do Flá e da população para colaborar na busca de soluções para os problemas administrativos, bem como na busca de recursos junto aos governos estadual e federal, assim como entre os deputados, uma vez que tenho bons contatos, desde a época de presidente da APAE e provedor da Santa Casa.
 
J.J. -  O prefeito eleito deu entrevistas dizendo que gostaria de contar com o senhor no comando da Secretaria da Fazenda. Por que o senhor não aceitou?
Garça - Porque isso exigiria que eu ficasse muito mais tempo fora do meu cartório, teria que me afastar (tirar uma licença), mas repito, estarei sempre à disposição do prefeito.
 
J.J. -  Em sua avaliação, as finanças municipais representam um caso perdido ou dá para recuperá-las?
Garça -Com certeza a situação é bastante crítica, mesmo porque ela é geral, no país todo, mas como temos dito, acreditamos que com a união das forças atuantes na sociedade e a população entendendo o nosso esforço, conseguiremos superar essas dificuldades, mesmo que a médio e longo prazo.   
 
J.J. -  Há empresários investindo na cidade. Em que medida a Prefeitura pode promover uma política de aproximação com eles em benefício da cidade?
Garça - O diálogo com os investidores é fundamental para a expansão e a revitalização da economia de nossa cidade. É fundamental que sentemos com essas pessoas e discutamos de que maneira a prefeitura pode proporcionar meios para assegurar a eles a implantação ou mesmo a ampliação de seus negócios em nossa cidade. Jales é centro de região. Vamos fortalecer os negócios da indústria, comércio, agricultura e manter a boa situação do setor da saúde e educação. 
 
J.J. -  O que fazer para levantar o astral da população?
Garça - Acredito que quando começarmos a resolver alguns dos problemas mais urgentes, a população sentirá que estamos bem intencionados, fazendo o possível para realizarmos uma administração séria e transparente. Essa percepção dará mais confiança e esperança à população e por que não dizer, mais vontade também de colaborar conosco nessa cidade que é de todos nós. 
 
J.J. -  O senhor é presidente do diretório local do PMDB. O partido pretende indicar alguém para o secretariado?
Garça - O partido tem pessoas competentes para isso, mas é uma escolha pessoal do prefeito. 
 
J.J. -  O PMDB controla o governo federal. O senhor já fez contatos com as lideranças do PMDB em Brasília?
Garça -  Já. Assim que ganhamos as eleições falei com vários companheiros como por exemplo, o Baleia Rossi, presidente estadual do PMDB e grande amigo, sempre no intuito de conseguir emendas para Jales.