Arquibancada

Futebol ruim e o fim do sonho

Falta de criatividade no meio-campo, chutões, cruzamentos, novos chutões e mais cruzamentos, foi assim que o Palmeiras atuou diante do Grêmio no confronto de volta das quartas de final da Libertadores e acabou eliminado da competição.
Após boa partida em Porto Alegre, que garantiu vitória por 1 a 0 no jogo de ida, o time de Felipão sucumbiu no Pacaembu. Sem conseguir criar quase nenhuma jogada, o Alviverde perdeu para um rival que apresentou organização e futebol bonito, resultado do trabalho espetacular de Renato Gaúcho.
O confronto da última terça-feira começou com um Palmeiras dominante que logo abriu o placar com Luiz Adriano e parecia não querer oferecer nenhuma chance ao perigoso rival. Entretanto, em menos de cinco minutos o Tricolor Gaúcho igualou o marcador e, em seguida, virou o jogo em dois vacilos enormes da equipe paulista.
Assim como em 2018, na semifinal frente ao Boca Juniors, os palmeirenses cometeram o mesmo erro. Com a partida relativamente dominada e um bom resultado pensando na classificação, pecaram na desatenção e isso é fatal em jogos com grandes times em uma competição tão complicada.
Outro ponto negativo que precisa ser citado é a falta de criatividade de um excelente time que sofre para pressionar e encurralar o adversário no campo de ataque. Após fazer 1 a 0 e levar a virada, o Verdão chegou poucas vezes na área de Paulo Victor com chances reais de igualar o marcador. Dudu, inclusive, teve mais uma atuação apagada no momento que a equipe mais precisou do seu grande jogador.
Apesar dos erros do time de Felipão, o adversário também teve grandes méritos em uma noite que Everton Cebolinha mostrou que realmente é o melhor jogador do futebol nacional. Com um gol no pior momento do Grêmio na partida e jogada espetacular no lance que Alisson garantiu a classificação, o camisa 11 deu show e fez o que se espera de Dudu no ataque palmeirense.
Com uma assistência e um gol, o próprio Alisson também merece elogios em uma das melhores atuações de sua carreira. Assim como Pedro Geromel, que deu aula na defesa gremista e mostrou como um zagueiro deve atuar em grandes confrontos.
Pensando na próxima fase, o time de Renato Gaúcho chega muito forte para duas partidas espetaculares diante do Flamengo. Já o Palmeiras tem a necessidade de se reinventar para conquistar um título de competição mata-mata, e Felipão precisa entender que não basta uma defesa sólida e chutões no ataque para atingir a glória na Libertadores. 

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 
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