Arquibancada

Futebol pífio e sonolento

Falta de criatividade, ausência de intensidade e pouca objetividade, essas são as palavras que definem a seleção brasileira no empate por 2 a 2 diante da Colômbia e na derrota por 1 a 0 frente ao Peru. Em partidas que Tite poderia promover diversos testes, o treinador optou por fazer “mais do mesmo” e sai dos EUA com muitas dúvidas e poucas soluções.
O maior equívoco da comissão técnica brasileira começou logo na primeira partida, no suado empate por 2 a 2 com os colombianos. Em um jogo difícil, que Tite preferiu escalar os 11 jogadores considerados “titulares”, a seleção chegou a ficar atrás no placar, e o comandante demorou 80 minutos para mexer na equipe e testar novas soluções.
No confronto seguinte, diante do bom time do Peru, o mínimo seria levar a campo uma formação completamente diferente, não pensando exatamente em vitória ou grande exibição, mas em promover testes e dar oportunidades a todos os convocados. Mesmo assim, o técnico decidiu fazer apenas quatro mudanças para o início da partida, mexeu bastante no segundo tempo, porém o que se viu em campo foi uma seleção desconfigurada. Vale destacar que os goleiros Weverton e Ivan, o zagueiro Samir e o lateral Jorge não entraram em campo nas duas partidas.
Apesar de todos esses erros, Neymar conseguiu ser uma das poucas notícias boas da seleção nessa passagem pelos EUA. Mesmo atuando pouco na derrota para o Peru, o camisa 10 foi titular no confronto com a Colômbia e teve boa atuação premiada com um gol e uma assistência. Em contrapartida, Philippe Coutinho parece se esconder a cada dia mais dentro do jogo e continua como peça que pouco contribui no meio-campo.
Por fim, o bizarro estádio que a seleção brasileira enfrentou os peruanos merece ser citado. Além do péssimo gramado que dificulta a apresentação do bom futebol, mas não serve como desculpa para a derrota, a equipe pentacampeã mundial jogou em um campo de futebol americano, com marcações para o futebol americano e adaptado de forma vergonhosa para o futebol.
Para os jogos marcados para outubro, a esperança é que a comissão técnica possa rever alguns conceitos. Amistoso deve ser encarado como teste e a vitória não precisa ser o foco principal. A seleção brasileira precisa ser renovada aos poucos, e Tite tem a obrigação de dar mais oportunidades aos novos convocados.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 
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