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Futebol inexistente e futuro preocupante

Por Eduardo Martins
03 de novembro de 2019
Andrés Sánchez ficou revoltado e cobrou o time após a derrota por 2 a 1 no confronto com o CSA
Quatro empates, três derrotas e sete partidas sem vencer, essa é a realidade do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Em queda livre na tabela de classificação e fora do grupo dos seis primeiros colocados que garantem vaga na próxima edição da Libertadores, o Timão não consegue jogar bem e aumenta a cada dia a possibilidade de terminar 2019 sem atingir seus objetivos.
Com futebol pragmático, que passa longe de evoluir, sem o mínimo necessário para construir jogadas e conseguir ter volume de jogo, a equipe de Fábio Carille foi derrotada pelo CSA por 2 a 1, na última quarta-feira, e agora o adversário é o líder Flamengo, neste domingo, às 16h, no Maracanã.
Em momentos de crise, comissão técnica, atletas e diretoria costumam ser os maiores culpados e no Corinthians isso não é diferente. Ídolo da equipe do Parque São Jorge após ser campeão brasileiro em 2017 e conquistar três títulos paulistas consecutivos, Fábio Carille faz trabalho decepcionante neste ano e não consegue fazer o time melhorar.
Mesmo sem um elenco com opções fartas como Palmeiras e Flamengo, o treinador tem bons jogadores, principalmente no comando de ataque, mas a cada dia que passa parece depender mais de Pedrinho, o único que vem se salvando nas últimas rodadas.
A parcela de culpa dos jogadores também não deixa de existir, principalmente em relação àqueles que até agora não provaram o real motivo de vestir a camisa corintiana. Com atuações péssimas desde o início da temporada, Manoel e Sornoza se encaixam nesses exemplos e não reúnem as mínimas condições de jogarem no alvinegro.
A diretoria capitaneada por Andrés Sánchez também não pode passar despercebida e a entrevista coletiva do presidente após a derrota em Maceió escancara isso. Com cobranças públicas a todo o elenco, o mandatário mais uma vez “jogou para a torcida”, ao invés de conversar internamente com os jogadores e assumir a responsabilidade pelo planejamento mal feito no começo do ano.
Para o confronto deste domingo, diante do líder Flamengo, o mínimo necessário será a mudança radical de postura para sonhar com um bom resultado no Maracanã. Além disso, o técnico Fábio Carille precisa fazer o time jogar futebol, independente do estilo defensivo ou ofensivo. Se esses dois pontos se tornarem realidade, serão os primeiros passos para o início de uma reação em busca do sonho de se classificar para a Libertadores.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas)