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FOI ELE! - Desde que foi deflagrada a operação “Farra no Tesouro”, destinada a apurar desvios cometidos pela servidora Érica Cristina Carpi, então tesoureira da Prefeitura Municipal, o delegado Cristiano Pádua da Silva, titular da Delegacia da Polícia Federal em Jales, tem creditado o início dos tra

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02 de dezembro de 2018
Henrique do CAJ, o delator da “Farra no Tesouro”, na redação do Jornal de Jales durante a campanha para deputado federal
FOI ELE! - Desde que foi deflagrada a operação “Farra no Tesouro”, destinada a apurar desvios cometidos pela servidora Érica Cristina Carpi, então tesoureira da Prefeitura Municipal, o delegado Cristiano Pádua da Silva, titular da Delegacia da Polícia Federal em Jales, tem creditado o início dos trabalhos a uma denúncia anônima. Pois bem, o autor da denúncia saiu do armário e agora tem nome e sobrenome.  Trata-se de Luís Henrique Vicente de Oliveira, mais conhecido como Henrique do CAJ. 

FOI ELE (2) -  Henrique saiu do anonimato na manhã de quinta-feira, dia 29, ao surgir nos corredores do fórum minutos antes do início da audiência de instrução do caso envolvendo Érica e família. Indagado por este comentarista sobre o motivo de sua presença ali, o polêmico personagem respondeu de bate-pronto: “sou testemunha de acusação. Fui arrolado pelo Ministério Público”. 

HOMEM-BOMBA- Ante a surpresa do interlocutor e de outras pessoas que estavam próximas, inclusive algumas testemunhas, Henrique revelou, sem meias palavras,  que foi ele quem tomou a iniciativa de procurar o Ministério Público Estadual, no início do ano, para repassar ao promotor de justiça Horival Freitas Junior as suspeitas de uma pessoa de suas relações sobre os malfeitos da servidora. Ainda de acordo com Henrique, dias depois foi chamado à Delegacia da Polícia Federal e repetiu ao delegado Cristiano Pádua da Silva o que denunciara no Ministério Público. Ouvido durante a audiência, ele confirmou tudo, acrescentando ainda que, em 2015, teria alertado setores da administração sobre o suspeito crescimento dos negócios da servidora e família. A conferir. 

MALUCO BELEZA – Henrique do CAJ foi candidato a vereador na chapa de Eunice Mistilides Silva, em 2012. Na eleição de 7 de outubro último, disputou uma vaga na Câmara Federal pelo partido Patriotas e teve 295 votos em Jales e 555 no total. Se tivesse ouvido dois amigos, um deles jornalista e o outro marqueteiro, que o aconselharam a usar o nome eleitoral de “Maluco Beleza”, talvez tivesse melhor sorte na urna.     

GENTLEMAN – O juiz de direito Eduardo Henrique de Moraes Nogueira, titular da 1ª Vara da comarca, continua dando banhos de gentileza. Ao chegar ao edifício do fórum, 5ª feira, dia 29, e deparar com mais de 27 pessoas arroladas como testemunhas no rumoroso caso da “Farra no Tesouro”, ele resolveu tirá-las do calor senegalesco que fazia no corredor de acesso aos gabinetes de juízes e promotores. “ Pessoal, está muito quente aqui fora. Eu os convido a virem para a sala de audiências do meu gabinete, que é climatizado”. Ele quase foi aplaudido de pé por homens e mulheres que começavam a suar em bicas...  

ATÉ QUE ENFIM!- O vereador Vagner Selis, presidente da Câmara Municipal, não perdeu a piada. Um dia após a aprovação por unanimidade pela edilidade do projeto de lei do Executivo pedindo autorização para contrair empréstimo de até R$ 11 milhões para investimento em infraestrutura nos Distritos Industriais I e III e nos bairros Parque das Flores e Jardim do Bosque, o popular Pintinho, feliz da vida com a Câmara lotada, disse à coluna: “depois de dois anos apanhando, finalmente fomos aplaudidos...”. 

SOMA – Oswaldo Soler Junior, um dos mantenedores da Unijales, vem falando a mesma língua da irmã Maria Christina Soler Bernardo, cada qual no seu quadrado.  Enquanto ela, reitora, cuida dos assuntos pedagógicos do dia-a-dia, ele investe nos chamados relacionamentos institucionais. Leia-se proximidade com prefeitos, vereadores, deputados, senadores e ministros.  Foi o que ele voltou a fazer no dia 23 de novembro, quando viajou para São José do Rio Preto onde estavam o ministro da Educação, Rossiele Soares  e o vice-governador eleito Rodrigo Garcia (DEM).

PARREIRA – Com larga experiência na lida com o andar de cima e, mais do que isso, senso de oportunidade, Junior apresentou-se ao ministro em nome da Unijales e o presenteou com uma caixa de uvas de Jales. Claro, o ministro agradeceu a gentileza e certamente não se esquecerá da Unijales quando chegar à mesa de trabalho dele documentos pendentes de sua assinatura. Tem coisa boa no gatilho em favor da instituição.
 
RASTREAMENTO – A urna eletrônica foi fechada no dia 7 de outubro, mas o empresário Luis Henrique Moreira (Podemos), candidato a deputado estadual mais votado em Jales, continua de olho no mapa. A pedido dele, o assessor José Ângelo Caparroz Vieira revisou os números oficiais do Tribunal Regional Eleitoral e concluiu: LH foi votado em 413 municípios do Estado de São Paulo, somando no total 25.240 votos. 

MAPA DA MINA – Além dos 8.248 votos conquistados em Jales, onde mora há nove anos, Luís Henrique teve votações expressivas nas seguintes cidades: Buritama, onde foi vereador e mora sua família (1247), Santo André (1291), Tupã (810), Itapevi (761), São Paulo (597),  Jaú (512), Mauá (461), Mogi Guaçu (396), São José do Rio Preto (363), Herculândia (334), Caçapava (366), Bastos (275), Carapicuíba (258), Osvaldo Cruz (258), Osasco (238), Cachoeira Paulista (129), Boa Esperança do Sul, (168), Bertioga (162), Barra Bonita (146), Araraquara  (118), Américo Brasiliense (127) e Pirapora do Bom Jesus (103).