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FIM DA INTERVENÇÃO

Novo presidente da FEF quer “virar a página”
20 de outubro de 2019
Professor Ocimar: “precisamos aumentar o número de alunos e viabilizar a abertura de novos cursos”
Desde o dia 1º de outubro, o professor Ocimar Antonio de Castro tornou-se presidente da Fundação Educacional de Fernandópolis. Referida instituição estava sob intervenção judicial desde 2014 em decorrência da Operação Bolsa Fantasma deflagrada pela Polícia Federal.
Ocimar, que é professor da FEF desde 1996, tem vínculos estreitos com a faculdade. Antes de chegar à presidência, empossado pelo Conselho Curador, foi diretor acadêmico. 
Disposto a “virar a página”, ele falou sobre os desafios a serem enfrentados a curto e médio prazo (D.R.J.)

J.J. – Há grandes desafios pela frente?
Profº Ocimar – O desafio é grande. A instituição de ensino sofreu demais com gestões passadas que culminaram nessa administração judicial, porém, hoje, o que podemos ter é a seguinte certeza: estamos no caminho certo. O que precisamos agora é voltar ter o destaque educacional que tínhamos em nossa região, no Estado e até no Brasil e poder fazer com que a qualidade que a gente sempre teve em nossos cursos seja reconhecida. Precisamos colocar a Fundação Educacional de Fernandópolis como sendo realmente uma referência educacional para nossa região. O desafio é grande, mas é a através desse esforço do dia a dia que vamos conseguir o êxito, tenho certeza disso.

J.J. – Como vencer estes desafios?
Profº Ocimar – Nós precisamos, sem sombra de dúvida, aumentar nosso número de alunos, viabilizar a abertura de novos cursos, consolidar esses cursos, a nossa clínica, os trabalhos que essa equipe desenvolve na sociedade, dentro das escolas, dentro da organização civil. Nós precisamos voltar a colocar o papel que a Fundação sempre desenvolveu. Tivemos já diversas ações que visam a qualidade social de saúde e educação. O que a gente precisa hoje, obrigatoriamente, é voltar a alicerçar essas estruturas, voltar a colocar a instituição dentro da sociedade, voltar a ser referência social, seja no bem estar, na saúde ou na educação. A meta hoje é restabelecer esse cenário onde nossos alunos iam, participavam e desenvolviam o seu papel visando a melhoria da qualidade de vida da nossa sociedade.

J.J. – A nova direção da FEF tem interesse em retomar os contatos com os alunos dos municípios da nossa região?
Profº Ocimar – Com certeza. Nós precisamos retomar essa conversa, nos aproximar novamente com os poderes constituídos, porque o problema não é só para esses poderes constituídos como também não é só para a FEF, o Brasil vem em um processo de crise, e quanto mais próximos nós tivermos, com certeza podemos achar um bom caminho para alicerçar uma força maior dessa união.

J.J. – Quantos cursos a FEF pós-administração judicial está oferecendo?
Profº Ocimar – Hoje nós estamos oferecendo 26 cursos de graduação e são 14 cursos de pós-graduação mais 12 cursos técnicos. Nós precisamos ampliar ainda mais, então se a nossa sociedade está precisando de curso, se há público para abertura de curso, vamos abrir, obrigatoriamente é isso que temos que fazer. Se a instituição existe, ela é forte, está há mais de 40 anos no mercado melhorando a qualidade de vida da nossa população, nós precisamos voltar a entender se eles necessitam de uma nova área de conhecimento. Entender esse nosso público é a forma pela qual a gente conseguirá almejar nosso objetivo, que é aumentar o número de alunos, aumentar a qualificação desses alunos que vão sair, melhorar a qualidade de vida da população.

J.J. – O senhor falou em inserção social da FEF na comunidade e fora dela, de que maneira?
Profº Ocimar – Nós podemos nos inserir na sociedade através dos cursos de extensão, da pesquisa, mudando a realidade da saúde, podendo trazer mais a atuação das clínicas integradas com a realização de boas ações de prevenção, recuperação e promoção de saúde, isso já foi feito, não é novidade, mas são ideias que precisam ser retomadas e serem colocadas em prática para que possamos assumir o papel de sujeito, de colocar a instituição na comunidade.