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Fim da farra

Editorial
18 de novembro de 2018
Ensinam os mais renomados urbanistas europeus que para oferecer qualidade de vida a seus moradores uma cidade não deve passar de 80 mil habitantes sob pena de sufocá-los ou condená-los a amargar situações indesejáveis.
A tal qualidade de vida a que se referem os estudiosos contempla inúmeros requisitos que vão desde saneamento básico, educação de qualidade, boa assistência médico-hospitalar, áreas de lazer e mobilidade urbana. 
Vista com os olhos da realidade, Jales, com seus 47.748 habitantes, enquadra-se nos padrões preconizados pelos “pais da matéria”, com todas as condições de oferecer a quem mora ou trabalha aqui a sensação ideal de bem-estar. 
Afinal, Jales tem 100% de água e esgoto tratados, ensino básico com premiações estaduais e nacionais, ensino superior com opções atraentes, um hospital geral que atende 15 mil pacientes/ano e um hospital oncológico que faz 1.000 procedimentos/dia, espaços para a prática de esportes e lazer. 
Mas, tendo em vista a privilegiada condição geográfica da cidade, centro de uma microrregião com 22 municípios e a 40 quilômetros dos estados limítrofes de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, a população flutuante passa de 150 mil habitantes.
Com tantos fatores positivos a considerar, a cidade ficava no vermelho em um aspecto da maior importância: a falta de espaço para estacionamento nas vias públicas especialmente as do centro comercial.
Ou seja, era preciso tomar uma providência, o que efetivamente ocorreu quando a atual administração municipal resolveu enfrentar o problema e  “matar no peito”, colocando em licitação um processo para implantação da nova Área Azul, bem diferente do tipo  “me engana que eu gosto”.
A empresa vencedora foi a Jalespark, com experiência anterior em outras cidades, autorizada a colocar  em funcionamento, no início de outubro, o chamado estacionamento rotativo,  trazendo algumas novidades entre as quais o uso da tecnologia via  aplicativo de celular.
Para facilitar a vida dos cidadãos, a empresa, com a anuência do contratante, no caso a Prefeitura, foi autorizada a credenciar estabelecimentos comerciais para venda de cartões aos que não estão habituados com os avanços tecnológicos.
Resumo da ópera: em pouco mais de um mês, o quadrilátero central mudou de cara. Hoje, mesmo nos horários de pico, é possível encontrar vagas para estacionar, o que está representando ganhos consideráveis para o comércio e um choque de realidade para quem se entusiasmava com o falso movimento reinante antes. 
Enfim, a farra acabou! Sejam todos bem-vindos a Jales.