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Festa de 1999, exemplo para a Fake Facip

Editorial
06 de maio de 2018
Chamada pomposamente de “Facip Rodeio Show”, a festa realizada de 19 a 22 de abril, mês do aniversário da cidade, mereceu sérios reparos deste jornal quanto ao uso da marca Facip, pois o que aconteceu na estrutura pré-montada na avenida Paulo Marcondes nada teve a ver com o verdadeiro sentido da Feira Agrícola, Comercial, Industrial e Pecuária de Jales.
Criada em 1970 pelo prefeito Edison Freitas de Oliveira, médico de profissão, o objetivo da feira era fazer uma síntese do que Jales tinha de melhor nos setores produtivos, até como forma de atrair investidores. 
Por esta razão, foi motivo de júbilo constatar que, embora se afirme por aí que as consciências estejam adormecidas e parte da população completamente alienada   em relação ao que acontece a seu redor, a repercussão do comentário provou o contrário.
A edição impressa do jornal bombou. A edição on-line também sacudiu o limoeiro do imobilismo. Em síntese, foram 99% de comentários concordando com o que foi escrito, o que redundou em dezenas de comentários, compartilhamentos, curtidas e milhares de pessoas alcançadas, sinal evidente de que o J.J. não estava pregando no deserto.
Para que não pairem dúvidas sobre a posição expressa na edição passada, vale repetir que o jornal não criticou o Rodeio Show nem seus realizadores e muito menos os artistas que se apresentaram, limitando-se apenas a considerar o uso da marca Facip uma apropriação indevida do nome da maior festa popular da cidade. 
Aliás, o J.J. torce para que os realizadores do evento deste ano voltem a repeti-lo em 2019, mas sem usar o nome da Facip.
A propósito, vale lembrar aqui um fato histórico. Em 1999, o então prefeito Antonio Sanches Cardoso, que tinha sido eleito três anos antes com impressionantes 66,07% dos votos, resolveu transferir a Facip de abril para setembro, entregando o comando a um empresário de sua confiança, José Alves da Silva (Beu), com bom trânsito no andar de cima e capaz de aglutinar colaboradores para bancar a festa.
 Para evitar desgaste, a comissão nomeada   reforçou o que já existia (Festa do Arroz, Pavilhões Comercial e Industrial, Exposição de Animais) com a Feira da Uva e do Mel e a Festa das Nações. No palco, a principal atração contratada foi o cantor Daniel, cujo cachê, na época, foi astronômico: R$ 80 mil. 
No vácuo da falta da programação de abril, o grupo de eventos BregFest (Wladimir Prandi Franco, o Gibão, Robson Lima.e Jamil Epaminondas) juntou-se à diretoria do Clube do Ipê (presidido por Newton Costa, o saudoso Bolinha) e lançou o Ipê Rodeio Show, montando uma arena no próprio clube, com montarias em cavalos e bois, tudo emoldurado por artistas sertanejos que tocavam acompanhados pela nascente Banda Jafferson. 
Resumo da ópera: se os realizadores da festa do mês passado oferecerem o mesmo cardápio no próximo ano—rodeio e shows— que o façam e ganhem bastante dinheiro. Mas, usem o exemplo de 1999 e não se apropriem indevidamente de uma marca histórica da cidade.