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Federação das Apaes aumenta mobilização contra o fim dos repasses federais

por Luiz Ramires
28 de janeiro de 2018
Márcia Gianoti, conselheira regional das Apaes, João Papassídero, presidente da Apae de Jales, Cristiany de Castro, presidente da Federação das Apaes do Estado de São Paulo, Marislei Barseli Nascimento, coordenadora, Vilma Cristina Madri, diretora pedagógica e João José Ramos, diretor social e ex-pr
É preciso se desdobrar muito mais do que era feito anteriormente, para que as Apaes continuem funcionando, depois que o Governo Federal decidiu acabar com o repasse de recursos para a área social. Foi o que afirmou a presidente da Federação das Apaes do Estado de São Paulo, Cristiany de Castro, durante encontro da regional das Apaes de Votuporanga que aconteceu em Jales na manhã do dia 22 de janeiro, segunda-feira, em Jales.
Ela explicou que as Apaes sempre trabalharam com o apoio da sociedade civil, com promoções e parcerias e isso deve ser intensificado, mas é insuficiente para cobrir as despesas. Daí a necessidade de uma ampla mobilização para mostrar ao governo a importância dos repasses não só para as Apaes, mas para os demais programas sociais destinados às famílias que mais precisam.

DESAFIOS
As Apaes, na sua avaliação, podem não fechar, mas com certeza muitas unidades terão que reduzir o atendimento e os serviços prestados, mesmo com todo o trabalho buscando a sustentabilidade com a melhoria estrutural  e profissionalização da gestão para a realização desse trabalho que teria que ser feito pelo poder público, mas isso não acontece. 
Outra articulação para que as Apaes continuem existindo é a luta contra a obrigação de matricular todas as pessoas com deficiências na rede regular de ensino. É uma situação que se estende há vários anos, sempre que se discute a elaboração do Plano Nacional de Educação. Cristiany afirma que o Brasil com um dos piores índices de educação do mundo não pode criar situações que compliquem ainda mais, principalmente para pessoas com deficiências múltiplas.
Essa luta faz parte do chamado Movimento Apaeano, que envolve 305 Apaes, atendendo diretamente cerca de 60 mil pessoas com deficiência e indiretamente mais de 180 mil pessoas, pois o serviço sócio assistencial também atende as famílias. É uma rede muito grande que precisa estar cada vez mais atualizada sobre os direitos das pessoas com deficiência, pois a Apae é a entidade que tem mais condições de saber das necessidades das mesmas, como afirmou.

DIVULGAÇÃO
Conhecer o trabalho desenvolvido é importante para que as pessoas possam contribuir para sua manutenção, como afirmou o presidente da Apae de Jales, João Papassídero, lembrando que a entidade vive dos convênios e dos eventos. No ano passado foram realizados quatro e este ano já estão programados cinco que vão precisar do apoio dos colaboradores que segundo ele nunca se negaram a participar.
Outra questão que tem sido muito trabalhada, como afirmou o presidente, é a participação dos pais que é muito importante. Mesmo com muitas dificuldades esse trabalho vem sendo incentivado e começa a dar resultados.
A Apae de Jales atende 180 alunos e usuários de nove municípios, incluindo o atendimento de saúde, com uma equipe de 50 funcionários. No caso de Jales, segundo o presidente, a luta é para que a Prefeitura reassuma o transporte dos alunos, como acontecia nas administrações anteriores e como fazem as demais prefeituras.